Tatiana Dornelles
Jaguaruna

O vendedor ambulante Pedro Mattos, 50 anos, acorda todos os dias às 6 horas, em sua casa em Tubarão, para seguir rumo a Jaguaruna, onde começa o dia no ‘batente’ e só termina por volta das 22 horas.

Estende os produtos, como cangas, vestidos, artigos em crochê para ficarem bem à vista do eventual cliente (ou curioso). Ao fim do dia, recolhe tudo.
A correria repete-se dia após dia, inclusive nos fins de semana, justamente para ganhar um dinheirinho bom no fim do mês. Entretanto, Pedro, que trabalha na área há mais de 15 anos, conta que já houve dias melhores. “As vendas neste verão estão meio devagar. Nos fins de semana há mais movimento, dá para vender um pouco melhor. Porém, não dá para atingir mais a meta”, relata.

Segundo ele, a melhor época de vendas foi há seis anos. “Na época dava para arrecadar até US$ 1 mil, devido aos argentinos, que compravam muito. Dava gosto. Hoje, este turista vai para a praia com o dinheiro contado”, lamenta.

Pedro foi um dos primeiros vendedores ambulantes a chegar na cidade para trabalhar. Isso foi há cerca de dez anos. “Escolhi Jaguaruna por ser mais próximo de Tubarão. Mas já percorri várias praias do estado, até mesmo do Rio Grande do Sul, como Torres”.

Quanto ao alvará de funcionamento, ele orgulha-se de dizer que está em dia. “Sempre pago direitinho e em dia o alvará. Ano passado o valor era R$ 100,00, este passou para R$ 330,00. Mas é preferível pagar do que arrumar encrenca”, admite.

Segundo ele, infelizmente, as matérias-primas sobem a cada ano, o preço final fica estabilizado e as vendas diminuem. ”Se aumentar o produto final, quase ninguém compra”. Pedro começou a trabalhar no último dia 20 de dezembro e vai até depois do Carnaval, época em que espera mais movimento.