Pais, alunos, atuais e ex-funcionários participaram da passeata, ontem, pelas ruas de Capivari de Baixo
Pais, alunos, atuais e ex-funcionários participaram da passeata, ontem, pelas ruas de Capivari de Baixo

 

Angelica Brunatto
Capivari de Baixo
 
Como forma de pressionar o governo do estado a lançar o novo edital de licitação para a construção do novo prédio da escola General Osvaldo Pinto da Veiga, em Capivari de Baixo, pais, alunos, atuais e ex-funcionários da instituição marcharam pelas ruas do município, ontem.
 
Eles usavam nariz de palhaço, apito e cornetas. "Hoje andamos pelas ruas, mas se não tivermos uma resposta, vamos fechar a BR-101", avisa a ex-diretora da escola, Elíria Ramos Martins. O sentimento de muitos foi o de tristeza. 
 
"Chorei. Esse é o nosso histórico profissional", lamenta a orientadora educacional Márcia Roberg Cargnin. O manifesto foi ideia de Otília Célis Gabriel, mãe de uma aluna da 2º série.
 
"Logo que a matriculei, o prédio foi demolida. No escola onde estão, sofrem preconceito por estarem em um local emprestado. Até na hora do lanche, eles são os últimos a receber a merenda", revela dona Otília.
 
Há dois anos, os 307 alunos do ensino fundamental e os 39 funcionários ocupam uma parte da escola municipal Otto Feuerschuette. As obras iniciaram em 2010 e pararam em abril do ano passado, depois que a empresa vencedora da licitação, a Serforte, de Criciúma, teve o contrato rescindido por não dar conta do trabalho.
 
Os moradores do entorno do antigo prédio, reclamam que o local virou um ponto de encontro de usuários de drogas. Conforme o secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Haroldo Silva, o Dura (PSDB), o novo edital de licitação será lançado assim que a concorrência à construção de outra escola, a Campos Verdes, em Jaguaruna, terminar.