Alunos participam de desafios que vão na direção contrária do polêmico Baleia-Azul

Willian Reis
Tubarão

Duas escolas de Tubarão – uma particular e outra pública – decidiram enfrentar a moda do jogo da Baleia-Azul. Com ferramentas parecidas com as do desafio que vem preocupando famílias mundo afora, elas inverteram a regra: em vez de ameaças à integridade física dos participantes, o que buscam é a valorização da vida.

No último dia 3, a Escola Adventista de Tubarão lançou o #JonasChallenge, cujo nome é inspirado no personagem bíblico Jonas, que teria conseguido escapar do interior de um animal semelhante à baleia. O jogo foi criado por um professor de outra cidade e, em Tubarão, seus 50 desafios ganharam adaptações.

Os alunos do 6º ao 9º ano recebem as tarefas às segundas, quartas e sextas via Facebook. São tarefas como se elogiar diante do espelho e abraçar 15 desconhecidos. Nesta segunda, para celebrar o Dia do Abraço, eles estarão no centro da cidade abraçando o público.

O pastor escolar Felipe Rufino diz que os estudantes estão empolgados com o desafio. Até mesmo a mãe de um menino, de fora da escola, procurou os professores em busca de ajuda. Ela havia descoberto que o filho também estava participando da Baleia-Azul.

O número crescente de adesão ao jogo, inclusive o caso de uma jovem de Tubarão que foi impedida de se lançar de uma ponte, como etapa do desafio, também preocupou alunos e professores da Escola Estadual Fábio Silva. De início, a professora Pauline Francielle da Silva Lohn reuniu seus alunos do 2º e 4º anos em uma roda de conversa, onde trocaram impressões sobre o tema.

Então lançou a ideia de fazer um jogo semelhante, mas com tarefas edificantes, propostas pelos próprios alunos. Era o Desafio da Alegria, que propunha, entre outros, jogar futebol com amigos e viajar com a família. Os estudantes foram fotografados em 20 situações, e o material está sendo divulgado na rede.