Tatiana Dornelles
Tubarão

Presente em vários momentos do dia do cidadão brasileiro, seja no trabalho, na sala de espera do consultório médico, na reunião de negócios, no encontro entre amigos ou na lanchonete da esquina, o famoso café ganha um maior espaço durante o inverno. O consumo durante a estação mais fria do ano aumenta consideravelmente por ser uma bebida quente e saborosa.

Entretanto, ainda pairam no pensamento das pessoas dúvidas a respeito do cafezinho no que se refere aos benefícios e malefícios. Por ser a base de cafeína, princípio ativo estimulante, o consumo excessivo da bebida acelera o metabolismo, os batimentos cardíacos. Por isso, quem sofre de problemas de hipertensão, por exemplo, tem que beber café moderadamente e, em alguns casos, com orientação médica.

“Quem tem hipertensão e gastrite precisam moderar. Neste último caso, a cafeína acelera a ação vasodilatadora, o que aumenta o ácido clorídrico e, consequentemente, leva à gastrite”, explica a nutricionista e professora da Unisul, Emilene Vechi da Rocha, de Tubarão.

Segundo ela, não há como estabelecer medidas. Cada pessoa, cada organismo, pode consumir um número ‘X’ de xícaras de cafés. Esse número varia a cada pessoa.
Mas o cafezinho de cada dia também tem seus benefícios à saúde. Por ser estimulante, ajuda a melhorar a concentração e “também tem ação diurética. Isso é um benefício, mas varia conforme cada organismo”, ressalta Emilene.

Estudos realizados recentemente revelam que o café consumido moderadamente e com frequência ajuda a inibir a depressão e o alcoolismo, bem como reduz o colesterol, auxilia no combate a doenças coronarianas, reduz o risco do Mal de Parkinson, protege contra diabetes do tipo 2, desenvolve ação antioxidante e auxilia em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto).

Naiara de Santos, 20 anos, conta que toma em média 12 xícaras de café por dia no trabalho. “Em casa, não faço café. Mas no trabalho, o meu consumo é imenso. Não consigo me controlar. É uma xícara atrás da outra”, conta a jovem.