#ParaTodosVerem Na foto, uma menina é vacinada. Ela usa máscara cor de rosa e segura uma boneca
Não é apenas a baixa imunização contra as doenças respiratórias que preocupa as autoridades de saúde. O índice de procura por vacinais tradicionais no calendário, que já contribuíram para a erradicação de doenças graves como a poliomielite, cai ano a ano no Estado. Se essa tendência não for revertida, essas enfermidades podem voltar - Foto: José Cruz | Agência Brasil | Divulgação

A imunização é uma das principais formas de se prevenir doenças. Por meio dela, o corpo fica protegido contra vírus que podem levar à morte. “Uma das provas de que a vacinação funciona é a redução do número de casos graves, hospitalizações e óbitos por Covid-19, por exemplo, desde que alcançamos mais de 85% de cobertura para a população catarinense. Mas, entre crianças, o coronavírus é uma importante causa de fatalidades neste ano. O número de hospitalizações de janeiro a julho já supera o total de registros de todo ano de 2021”, alerta o superintendente de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde revelam uma baixa adesão à imunização infantil contra doenças respiratórias no geral, o que preocupa mais ainda.

No caso da vacina contra a influenza, a cobertura no público infantil de 6 meses a menores de 5 anos está em 51,5%, com 225.570 crianças vacinadas até o momento. Um número bem abaixo da meta de 438.155. Em 2021, por exemplo, a cobertura vacinal contra a gripe ficou em 75%. Ou seja, três em cada quatro crianças foram vacinadas no ano passado; contra apenas duas em cada quatro este ano. Em relação à Covid-19, 48,5% do público-alvo, isto é, 311.978 crianças de 5 a 11 anos, receberam a primeira dose da vacina, mas apenas 191.177, ou seja, 29,7% da meta, retornaram para a segunda dose. Em outras palavras: sete em cada 10 crianças estão com o esquema vacinal incompleto no Estado.

“A baixa imunização expõe esse grupo a um risco elevado de apresentarem casos graves de síndromes respiratórias agudas, que podem levar a hospitalização, necessidade de cuidados intensivos, e até mesmo a morte”, reitera Macário. A prova disso está nos números. Em todo o ano passado foram registrados 19.139 casos de covid-19 Covid-19 em crianças de 0 a 5 anos. Agora, em apenas seis meses, são 16.547 casos. Quando comparadas as hospitalizações e óbitos nesta faixa etária, a situação é mais do que preocupante. Foram 503 hospitalizações e 25 óbitos em 2021. Neste ano já são 527 crianças internadas e 12 mortes.

Fonte: Governo de Santa Catarina

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