Hospitais da Amurel, nos últimos dias têm recebido o aval dos governos federal e do Estado para a criação de leitos e novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). No entanto, essa corrida dos gestores das instituições e municipais para criar leitos, para o tratamento de pacientes diagnosticados com a covid-19, encontra uma dificuldade de vista e anunciada há anos por entidades médicas no Brasil: a falta de profissionais especializados.

Em Tubarão, por exemplo, durante o enfrentamento à pandemia, o Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), ampliou a oferta de leitos de UTI com mais dez leitos Adulto e cinco leitos Pediátrico, exclusivos para tratamento da Covid-19, com o envio de equipamentos da Secretaria Estadual de Saúde. Atualmente, no total, são 25 leitos de UTI voltados ao novo coronavírus. O HNSC recebeu nesta quarta-feira (22), a habilitação de outros cinco leitos

UTI Adulto por parte do Governo Federal para atender ao SUS, que já estão em operação.
De acordo com a direção do hospital em nota. “Diante disso, quanto à abertura de novos leitos, apesar do desejo de contribuir com mais oferta, o HNSC esbarra na falta de mão de obra para reforço da equipe assistencial, e na escassez de drogas específicas ao cuidado terapêutico do paciente internado em UTI”, pontua a direção.

A habilitação para os cinco leitos de UTI ao HNSC, tem validade de 90 dias para atendimento exclusivo a pacientes de Covid-19 e representa um repasse total de R$ 5,76 milhões para o enfrentamento da pandemia. Os recursos serão disponibilizados aos municípios e Estado de Santa Catarina em parcela única.

É na UTI que são atendidos os pacientes em situação mais grave, que precisam de monitoramento 24 horas por dia e uso de respiradores e monitores cardíacos. Geralmente os pacientes vão para a UTI quando seu quadro respiratório se agrava – na prática, quando a frequência respiratória fica muito alta e a saturação de oxigênio, muito baixa – ou quando a infecção do pulmão causada pelo coronavírus desencadeia problemas cardiovasculares, por exemplo.

Um levantamento recém-publicado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) calcula que o Brasil tem 48.848 leitos de UTI, destes, 22,8 mil no SUS e 23 mil na rede privada.São cerca de 20 leitos por 100 mil habitantes.

Um estudo publicado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), constatou que faltam médicos e enfermeiros em 80% dos hospitais avaliados no país, e metade deles mantém leitos fechados por não contar com mão de obra suficiente. Além do impacto nos leitos disponíveis para internação, a falta de pessoal leva à sobrecarga dos funcionários, aumento no tempo de espera por atendimento e redução na qualidade dos cuidados prestados. Essa última ocorre, em parte, porque os profissionais não dispõem de tempo suficiente para se dedicar a cada paciente.

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