#Pracegover Foto: na imagem há uma linda mulher cadeirante no chão de lingerie, com um braço na cadeira de rodas, com o cotovelo esquerdo na cadeira e a mão esquerda na cabeça
#Pracegover Foto: na imagem há uma linda mulher cadeirante no chão de lingerie, com um braço na cadeira de rodas, com o cotovelo esquerdo na cadeira e a mão esquerda na cabeça

O convite foi despretensioso nas redes sociais. Mas Isamara Jaques Mendes, a Isa, de 26 anos, não se fez nem um pouco de desentendida e atendeu ao chamado do fotógrafo Saymon Dalazen. Bastou um pouco de conversa e no dia combinado, a tubaronense protagonizou a sua história na frente de uma máquina fotográfica, em um estúdio fotográfico.

Ela conta que já conhecia o trabalho do artista e ficou bem à vontade na realização do trabalho. “Foi incrível. Não tive vergonha em nenhum momento, ainda não tinha feito nenhum tipo de ensaio e quando recebi esse convite fiquei muito feliz, pois estava realizando mais um sonho. Amei demais fazer as fotos e quero fazer mais. Quando você olha o resultado enxerga uma pessoa poderosa, você vê uma beleza que as vezes no decorrer do dia a dia não nota isso”, enfatiza.

O ensaio é visto como uma maneira de trabalhar a autoestima. Pode ser considerado como uma nova visão do cadeirante sobre si, no momento em que se sente mais ativo e incluído na sociedade. A ação gera uma reflexão sobre o preconceito.

Há 6 anos, Isa sofreu um acidente de moto e perdeu as duas pernas, neste período a jovem participou de algumas campanhas para comprar próteses para voltar a andar. “Graças a Deus estou viva, tive essa chance de sobreviver e estou aproveitando cada dia como posso. Passei por muitas fases nesses últimos anos. Ganhei peso e passei por uma cirurgia bariátrica. Meu corpo já passou por várias mudanças, mas nunca deixei de me amar, sempre busquei ir atrás dos meus sonhos e continuo, pois, acredito que com força de vontade não há nada que não podemos fazer”, assegura.

Quando se fala de representatividade, pessoas com deficiência ou que não fazem parte do padrão de beleza são constantemente deixadas de fora dos espaços de poder e representação. “O cadeirante pode se redescobrir com um novo talento. Normalmente, quando uma pessoa vai parar numa cadeira de rodas, ela tem sempre o pensamento negativo de que a vida parou. Esse trabalho traz ao cadeirante uma nova visão de si mesmo. Alguns vivem isolados e isso abre um novo horizonte”, analisa.

Dalazen afirma que o intuito dos ensaios é ajudar as mulheres a se notarem com outros olhos. “Como o nosso foco é voltado a mulheres reais, muitas das mulheres que vem em busca de um ensaio fotográfico estão com autoestima baixa ou precisando se empoderar”, assegura.

A ideia principal gera entorno de mostrar que toda mulher pode e deve se sentir linda e maravilhosa de sua maneira. A experiência com a Isa foi maravilhosa. Durante as sessões sempre tomamos cuidado em conversar com a modelo e conhecer as suas limitações, desejos e imperfeições. A partir disso, sabemos como o ensaio vai seguir. Ela tem um sorriso e faz uns ‘carões’ de dar inveja em qualquer mulher. Não tinha como dar errado”, constata Dalazen.

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