Professores da rede estadual de ensino fecharam a SC-401 em Florianópolis na tarde de ontem - Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Professores da rede estadual de ensino fecharam a SC-401 em Florianópolis na tarde de ontem - Foto:Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

Angelica Brunatto
Tubarão

 
Uma escola na região está com as atividades paralisadas. Os alunos da Álvaro Catão, em Imbituba, ficarão sem aulas até o fim da greve. O anúncio oficial foi feito ontem, pelo coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Laguna, Rudmar Machado Corrêa. 
 
Em Braço do Norte, outra escola ficou sem aulas nos períodos da tarde e noite de ontem. Os professores da Dom Joaquim foram dispensados para participar de uma manifestação da categoria em Florianópolis. Cerca de 500 alunos ficaram sem aulas. Hoje, as atividades devem ser retomadas normalmente.
 
A manifestação, em frente ao Centro Administrativo do governo estadual, em Florianópolis, reuniu mais de 500 profissionais da educação. “Nossa intenção era mostrar ao secretário de educação, Eduardo Deschamps, que queremos conversar”, destaca a secretária de organização do Sinte Tânia Fogaça. Porém, a postura do governo é mantida: não haverá negociações enquanto os professores estiverem parados. “Ele afirmou que só vai nos receber um dia após o encerramento da greve”, conta Tânia.
 
Durante o protesto, os professores fecharam a SC-401. “Nós pedimos também uma audiência com urgência”, explica Rudmar. Para formalizar o pedido, o sindicato entregou um protocolo ao governo. “A gente não vai desistir!”, garante Tânia.
 
Na próxima segunda-feira, o comando de greve fará uma reunião. Na terça-feira, haverá uma assembleia estadual, na capital. “Os próximos encaminhamentos da categoria serão decididos nestes eventos”, afirma Tânia.
 
 
Propostas recusadas até o momento
 
Primeira tentativa
• No dia 14 de março, o estado ofereceu o pagamento do reajuste de 22,22%, previsto na lei do piso nacional do magistério, mas apenas para os professores em início de carreira.
• O retroativo a janeiro e fevereiro seria pago em duas parcelas (julho e setembro).
• Para os educadores com graduação e especialização, a intenção é dividir o pagamento do reajuste em três parcelas: uma este ano e as outras em 2013 e 2014.
• Em assembleia no dia seguinte, a proposta foi integralmente rejeitada por unanimidade. Nesta mesma ocasião, os professores votaram pelo estado de greve.
 
Segunda tentativa
• No dia 16 do mês passado, o governo do estado fez uma nova proposta aos professores. Paga 8% do reajuste de 22,22% para todos os servidores do estado, inclusive aos professores.
• Apenas para os educadores o estado está disposto a bancar o percentual de 14,22% (22,22% menos os 8%).
• O pagamento seria feito de forma parcelada, até dezembro do próximo ano. A primeira parcela seria quitada em agosto deste ano e a segunda somente em janeiro de 2013.
• No dia seguinte, em assembleia estadual, os docentes recusaram a proposta e votaram pela greve.