domingo, 15 março , 2026

Uma dura realidade no Haiti: Crianças comem bolinho de barro para matar a fome

Você já se imaginou comendo bolinho de barro para matar sua fome? Ou pior… ter que alimentar seus filhos dessa forma? Infelizmente, essa é uma triste realidade para a maioria da população do Haiti. 

Anos atrás, algumas mães que não tinham absolutamente nada para alimentar seus filhos tiveram essa ideia. Fazer bolinhos de barro com sal e gordura para enganar a fome das crianças. Os bolinhos são amassados com água (suja e poluída) e depois colocados ao sol para secar. 

A iniciativa se espalhou nas regiões pobres do país, onde a população vive em extrema pobreza. Um país devastado pela guerra civil e por desmandos de políticos corruptos. As forças de paz do Brasil tentam mudar a realidade daqueles que vivem em meio ao caos.  A Ong Rio, com projetos sociais, tenta disseminar a paz. A fome é a maior adversária de qualquer tentativa de pacificação desse gente. 

O biscoito feito de barro virou símbolo da miséria no Haiti. Batizado de “Té”, a receita serve para tapear a fome. A massa encardida, da cor de argila, é espalhada em tablados de madeira ou metal, e ganha a forma de biscoitos, parecidos com pequenas panquecas. Após secarem, incham e depois endurecem.

Crianças comem o biscoito de barro ao longo do dia para, segundo a moradora Marie Timouche, 33 anos, ‘espantar a fome’. Ela diz que também vende um pouco da produção para outros moradores. “Dá até para ganhar um pouco de dinheiro”, diz ela, que é mãe de quatro crianças pequenas. Quando a família não recebe doações, o “Té” é a única refeição do dia.

Cité Gerard, zona da grande Cité Soleil, é a maior e mais violenta favela do Haiti. Lá vivem perto de 400 mil pessoas, 90% delas sem emprego formal e lutando diariamente para fugir da fome. “Mange, mange, bon bagai”, dizem os haitianos ao recepcionar brasileiros nas ruas de Cité Soleil. 

Em creole, língua oficial do Haiti, a frase é quase um pedido desesperado: “Comida, comida, sangue bom”. Por causa do relacionamento de cinco anos com as tropas militares do Brasil, “bom bagai” (sangue bom) é o apelido que os brasileiros ganharam dos haitianos.

O futuro do Haiti está atrelado à luta contra a fome “mangu” em creole. “Mangu, mangu”, dizem as crianças pelas ruas, passando as mãos secas e enrugadas pela barriga inchada. 

Todo o resto gravita em torno do combate à desnutrição crônica que afeta a população, em especial as crianças. “Sem elas, o que será do futuro do país?”, pergunta o médico Antonio Cyrise, que atende mulheres pobres no Centro de Saúde e Nutrição Rosalie Rendu, em Cité Soleil, administrado por religiosas brasileiras. No país, a mortalidade infantil chega a atingir 60% das crianças menores de cinco anos.

Na “Cozinha do Inferno”, como os brasileiros chamam a feira popular em Cité Soleil que atende 200 mil pessoas por dia, em meio à sujeira absoluta, Leanie Point Du Jour, 48 anos, luta contra a miséria vendendo pratos de ensopado com batata, inhame, banana e carne de boi. Cada refeição custa 5 gourdes, equivalente a R$ 0,24. “Vendo a panela toda”, comemora Leanie, mas reclamando que o dinheiro é insuficiente para sustentar a família.

Qualquer imagem de um país miserável fictício perderia para a realidade haitiana.

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