Wagner da Silva
Grão-Pará

Estradas que levam a belas paisagens, vales e cachoeiras são apenas uma pincelada do perfil do turismo rural na Amurel. O setor, explorado em toda a encosta da serra geral, deverá receber maior investimento do município de Grão-Pará este ano. O início da articulação, neste sentido, começará com o embelezamento do centro do município, com a oferta de saneamento básico, pintura de calçadas, limpeza pública e a construção de calçadas lineares. “Temos que ter identidade própria, buscar um diferencial. Grão-Pará tem tudo para desenvolver a atividade turística de forma sustentável. Temos vantagens que outras cidades não têm. Um exemplo é a qualidade de vida e os baixíssimos índices de criminalidade”, enumera o prefeito Valdir Dacorégio (PMDB).

As ideias ainda não são divulgadas, mas, com o asfaltamento dos 54 quilômetros da SC-439, entre o município do Vale e Urubici, Grão-Pará deve atrair investidores para o setor, hoje um dos que mais fatura no mundo. Para o prefeito, quatro cidades da Amurel despontaram no sentido de buscar recursos e disponibilizar estrutura satisfatória ao turismo. Entre os exemplos para Grão-Pará, estão Gravatal, Santa Rosa de Lima, São Martinho e Urubici. Todos eles (municípios) buscaram o seu perfil no turismo.

Dacorégio explica que a intenção é desenvolver as comunidades da cidade para a atividade. É o caso da Serra Furada e Capivaras. Aos poucos, a infraestrutura começa a chegar nestas localidades belas, porém, distantes e carentes em melhores acessos.

Prova disso é o trabalho desenvolvido pelo secretário de transportes e obras da prefeitura, Adelício Margotti, que iniciou um trabalho de manutenção nos mais de 700 quilômetros de estradas municipais. “Há comunidades com belezas peculiares e não podem ficar fora deste projeto maior no setor turístico de Grão-Pará”, aponta o prefeito.

Plano Diretor minimizará os problemas

Um dos problemas enfrentados no setor turístico de Grão-Pará é voltado a outro setor da economia municipal: a suinocultura. A atividade é de grande impacto ambiental e, se não houver planejamento adequado, poderá atrapalhar futuros investimentos. O prefeito do município, Valdir Dacorégio (PMDB), aponta que a questão será abordada no Plano Diretor.

“Serão estabelecidas áreas que poderão ser exploradas por esta atividade. Hoje, duas regiões atuam na suinocultura”, discorre. O prefeito se diz preocupado com os investimentos na exploração do solo por conta da instalação da Indústria Fosfateira Catarinense (IFC), em Anitápolis.

“Ainda não vejo como o município será atingido, mas, tratando de turismo, com certeza irá gerar impacto negativo. Especialmente porque queremos desenvolver a atividade com foco no turismo rural, exige preservação do meio ambiente para alavancar”, avalia Dacorégio.

Investimentos em hospedagem devem ocorrer

Um dos investimentos prioritários em Grão-Pará, a fim de atrair o turista, é quanto à hospedagem. A cidade ainda é bastante deficitária neste aspecto, aponta o prefeito do município, Valdir Dacorégio (PMDB). Atualmente, conta apenas com uma pousada para atender os visitantes.
Uma das alternativas pensadas e incentiva pela administração é a recepção de turistas nas comunidades rurais. “Conscientizar e treinar as famílias para que possam montar estruturas em suas propriedades para receber os turistas é uma forma de fomentar o turismo e gerar renda extra”, acredita Dacorégio.

Outra ideia observada pelo prefeito é a divisão de áreas das propriedades para serem utilizadas por uma espécie de associação. “A manutenção de uma propriedade é alta para ser bancada por apenas um produtor. Mas a divisão como condomínio viabilizaria a atividade e com baixo custo de manutenção”, avalia.