#Pracegover foto: na imagem há uma mulher segurando uma barriga
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O termo SII soa familiar para você? Caso não conheça, é a abreviação para Síndrome do Intestino Irritável. Conhecida também com colite nervosa, é uma doença crônica muito comum no mundo inteiro. Segundo dados da World Gastroenterology Organisation, a incidência varia muito de país para país, mas em média atinge 15% das populações, especialmente as mulheres jovens e de meia-idade (dobro da ocorrência em homens).

Conforme o médico gastroenterologista de Tubarão, Vitor de Souza Medeiros, as doenças do sistema digestivo são divididas em duas grandes categorias. Elas são vistas como orgânicas, caracterizadas por alterações anatômicas ou estruturais, químicas, bioquímicas ou infecciosas que expliquem os sintomas ou o mau funcionamento de determinado órgão e um segundo grupo, muito mais prevalente e de incidência crescente, o de doenças funcionais, justamente quando não existe ou não se conhece substrato orgânico.

Ele explica que o diagnóstico está essencialmente relacionado a sintomas clínicos, como dor e/ ou desconforto abdominal recorrentes, alteração da frequência das evacuações e/ ou alteração na forma das fezes. A melhora da dor ou do desconforto abdominal com a evacuação também está bastante presente nesta patologia e auxilia no diagnóstico.

É importante destacar que a presença de uma doença funcional não impede a ocorrência de uma doença orgânica concomitante, por isso, é sempre muito importante a avaliação de um médico especialista. “Não se sabe exatamente a causa da síndrome do intestino irritável. O que sabemos hoje é que tem vários aspectos envolvidos, como o processamento alterado da dor visceral(“maior sensibilidade do intestino”), disbiose (“flora intestinal desequilibrada”) e até fatores genéticos, já foram descritos”, observa.

Um dado interessante, é que indivíduos previamente saudáveis podem desenvolver a síndrome do intestino irritável, após um quadro mais intenso de gastroenterocolite aguda. “É importante explicar para o paciente que a doença tem um caráter crônico, sem um tratamento curativo até o presente momento, porém sempre ressaltando a sua benignidade, sem nenhuma associação com o câncer colorretal”, destaca.

O tratamento farmacológico é direcionado para o tipo de apresentação clínica do paciente, com destaque para os antiespasmódicos, como por exemplo, a mebeverina, trimebutina, brometo de pinavério, dentre outros. Os fatoreses dietéticos têm recebido cada vez mais importância, destacando-se as chamadas dietas pobres em FODMAP. A restrição de alimentos contendo lactose, frutose, sorbitol e xylitol, por exemblo, é especialmente importante nos casos de intolerância comprovada. A diminuição da ingestão de glúten pode trazer benefício, podem mesmo em indivíduos sem doença celíaca.

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