#Pracegover Foto: na imagem há duas pessoas, folhas, caneta e uma mesa

Uma moradora do bairro Recife, em Tubarão, procurou nesta quarta-feira (15) a equipe de reportagem do Portal Notisul e apresentou o seu descontentamento diante da iniciativa da unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF) daquela localidade. A mulher relatou, que o seu esposo deveria ir ao ESF em uma consulta de retorno para apresentar o resultado dos exames solicitados pelo médica, porém o homem não poderia passar pela consulta por causa do seu horário de trabalho.

Ela destaca que o marido não poderia faltar ao trabalho, pois nenhum outro funcionário faria aquele horário. “Uma semana antes do retorno fui no ESF e questionei se poderia ir no lugar dele e mostrar o exame para a médica. A secretária afirmou que poderia passar pela consulta. No entanto, fui à unidade de saúde e não me deixaram mostrar os documentos. Disseram que deveria entregar os impressos para a enfermeira ou atendente e posteriormente, uma delas encaminharia para a profissional de medicina. Caso ocorresse alguma alteração nos exames, elas informariam. Isso é normal?”, questiona.

Segundo a mulher, ela não entregou o documento para atendente e também para a enfermeira. “A médica não veio me receber, não veio falar comigo e solicitou que uma outra pessoa fosse falar comigo. Fui informada que nada poderia ser feito e que há uma Lei que dispõe sobre essa situação. A informação só pode ser repassada quando há um menor envolvido, um filho, por exemplo. Esposo e pessoas com idade acima de 18 anos não podem. Disse a elas para colocarem um cartaz para esclarecer esta situação”, conta.

Conforme a Fundação Municipal de Saúde, uma pessoa não pode passar pela consulta no lugar da outra. Há exceções, por exemplo, em casos de dependência familiar, uma criança ou um deficiente. Em regra, um indivíduo não pode passar pela consulta no lugar de outro ou levar informações para a outra pessoa. Aquilo que é tratado com a equipe de saúde deve ficar apenas com o paciente ou usuário do sistema. A legislação não permite que a esposa/esposo consulte pelo seu (sua) cônjuge.

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