#Pracegover foto: na imagem há uma mulher, mesa, cadeira e acessórios
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Uma dor que acomete todo o corpo, é assim que é descrito o sintoma mais característico da fibromialgia. Para algumas pessoas, a dor chega até o fio do cabelo, já outras queixam-se de uma dor de dente física sentida o tempo todo. “A fibromialgia é uma doença crônica, ocasionada por dores no corpo. É um distúrbio de substâncias de dor. Há uma associação muito importante ao sexo feminino, talvez devido a ansiedade ou estresse”, observa a médica reumatologista Clarissa Souza (CRM 13357 SC – RQE 10699 – RQE 11137).

De acordo com a profissional, existe uma sensibilidade maior aos estímulos dolorosos e não dolorosos como o toque, a pressão, ao som alto e lugares também muito iluminados desencadeiam sensações dolorosas. “O tratamento é feito com antidepressivo porque eles aumentam os hormônios de bem-estar, o que chamamos de endorfinas. Com isso, vai protegendo as terminações nervosas e isso diminuindo a perpetuação da dor”, pontua.

A fibromialgia é uma doença crônica para a qual ainda não existe cura, mas há pacientes que chegam a deixar medicações, porém precisam de um acompanhamento em sua maioria psicoterápico se há muito estresse ou depressão associada. “Também é necessário fazer atividades físicas de modo regular. Recomendamos atividades como caminhadas, hidroginástica e alguma dança leve sem muitos impactos. Exercício físico aeróbicos liberam mais essas endorfinas, que são analgésicos naturais do nosso corpo e com isso, os hormônios de bem estar vão aumentando, a pessoa vai diminuindo a sensação de dor. Para ficar sem remédio só fazendo atividade física regular. Dependendo da situação se há muito estresse, ansiedade e problemas pessoais e no trabalho, muitas vezes o indivíduo precisa de tratamento de forma continuada e regular”, finaliza.

Comum entre as mulheres, a doença também pode acometer homens, idosos, adolescentes e crianças. No Brasil, ela está presente em cerca de 2% a 3% da população, e costuma se manifestar entre os 30 e 55 anos. Os dados são da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

A dor generalizada, ou seja, a sensação dolorosa é sentida por todo o corpo, mas pode ser pior no pescoço e nas costas. Em geral, ela é descrita como uma manifestação muscular, uma sensação de queimação ou pontada. Algumas pessoas se referem a ela como dor nos ossos, nas articulações (juntas) ou nas “carnes”. Outros sintomas importantes são a fadiga e o sono não reparador. O desafio para essas pessoas é que elas podem ter de esperar até 3 anos desde que os primeiros sintomas apareçam até conseguirem ter um diagnóstico e o devido tratamento.

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