A pequena Heloísa Espindola Leal, de 5 anos, moradora de Tubarão, e Paulo Caetano, de Patos de Minas, em Minas Gerais, estão unidos por um laço que nunca se interromperá. Os dois são parentes ou amigos? A resposta para esta questão é negativa. O laço que une ambos e seus familiares é de um gesto de amor realizado pelo morador do Sudeste do Brasil.

Em setembro de 2018, ele doou medula óssea para a tubaronense, que um ano antes foi diagnosticada com leucemia mielomonocítica juvenil. Passados pouco mais de três anos do gesto de amor e da recuperação da criança, por meio de chamada de vídeo. “Como esperamos por esse dia. Meu Deus! Foi um encontro emocionante, lindo demais. Foi uma alegria enorme poder conhecer o anjo que Deus escolheu para salvar a vida da nossa filha”, comemora a mãe da menina, Sabrina Espíndola.

A genitora relata que somente quem passa por essa situação sabe como é gratificante. “Quero ele sempre pertinho da nossa família. O Paulo está longe fisicamente, mas próximo de nós. Olho para trás e consigo ver o cuidado de Deus em tudo. Não sei como consegui aguentar essa fase tão difícil como a minha filha tão pequena. Sou grata! Hoje minha filha tem 5 anos e está muito forte”, assegura.

Sabrina expõe que precisou aguardar dois anos para entrar em contato com o Redome e poder saber se poderia entrar em contato com o doador da medula óssea. O encontro por meio virtual ou presencial só ocorre se as partes estiverem de acordo, assim como ocorreu com a família de Heloísa e Paulo.

A menina foi diagnosticada com a doença com dez meses. Assim que a família de Heloísa recebeu o diagnóstico, a pequena precisou ficar internada por 18 dias no Hospital São José, em Criciúma. Posteriormente, Heloísa e seus familiares precisaram dar início ao tratamento no Hospital do Câncer Infanto-Juvenil, em Barretos, São Paulo. Além do transplante, na cidade ela precisou passar por quimioterapia.

A medula do doador precisa ser 100% compatível com  a do paciente. Sabrina afirma que cada dia dentro da casa de saúde de Barretos, foi uma luta. “Não era fácil ver a Heloísa ainda tão pequena passar por tudo aquilo. Mas sempre tivemos fé em Deus e acreditávamos que ele operaria um milagre. Foram 36 dias trancados em um quarto de hospital. Orávamos todos os dias sem cessar e Deus cuidou de tudo”, lembra.

Ela conta que com o transplante a saúde da menina ficou ainda mais frágil nos 36 dias seguintes. Após o tempo de oração e espera, a medula óssea ‘pegou’ e enfim, a família pôde ter alta hospitalar. Eles precisaram permanecer por um ano em Barretos. Neste período, a menina passava por avaliação médica quase todos os dias. “É um processo difícil e delicado, mas felizmente a Heloísa está curada. Continuamos com os cuidados e seguimos anualmente indo para Barretos para avaliação”, finaliza.

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