Karen Novochadlo
Tubarão

Desde 1984, 457 casos de Aids foram registrados em Tubarão. Os dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) do estado. É a 13ª cidade com maior número de casos. Nesta quinta-feira é o Dia Mundial de Luta contra a Aids e as campanhas de prevenção serão reforçadas.

Tubarão, em 2009, estava entre os 100 municípios brasileiros com maiores taxas de incidência da doença pelo Ministério da Saúde. Em Santa Catarina, de cada 100 mil habitantes, 23,5 têm Aids.
Só em gestantes, sete casos foram registrados este ano no município. De acordo com a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da regional de saúde em Tubarão, Helena Caetano Gonçalves e Silva, em 2020, a Aids será a nona doença mais incapacitante do Brasil. O aumento do número de casos está relacionado à falta de preocupação com a prevenção. Cresceram as estatísticas entre os mais jovens e também nas pessoas acima de 70 anos.

Muitas pessoas pararam de se preocupar com o contágio, por causa da maior expectativa de vida. Quem tem Aids estima-se que pode viver até 14,3 anos. E se a doença ainda não tiver se manisfestado – já contaminado com o vírus HIV -, a expectativa sobe para até 20 anos.
De 1996 até o último ano, foram registrados 7.436 óbitos por Aids em Santa Catarina. Em 2010, ocorreram 558 mortes.

Aids cresce entre jovens

Nos últimos dois anos, ocorreu a redução de incidência de casos notificados no Brasil. Contudo, aumentou em 10,1% o número de casos entre gays de 15 a 24 anos. No ano passado, para cada dez heterossexuais vivendo com o HIV/Aids havia 16 homossexuais.

De acordo com o boletim epidemiológico, a taxa de incidência do HIV/Aids entre rapazes da faixa etária subiu de 9,5 casos a cada 100 mil habitantes (em 2000) para 11,1 no ano passado. Entre as mulheres, houve uma redução de 10,2 casos para 7,8. Para atingir o público jovem, o Ministério da Saúde promete reforçar as campanhas educativas em redes sociais e locais de grande concentração.
No conjunto da população, no entanto, preocupa a evolução do vírus entre as mulheres. Em 1989, haviam seis homens com HIV/Aids para cada mulher. No ano passado, a relação caiu para 1,7 em cada 100 mil pessoas.

Região sul tem a maior incidência

No Brasil, 608.230 pessoas foram infectadas com o vírus HIV entre 1980 e junho deste ano. Os dados são do Boletim Epidemiológico 2011, divulgado pelo Ministério da Saúde ontem. Menos de 1% da população de 15 a 49 anos tem Aids – a taxa de prevalência é 0,61% e manteve-se relativamente estável entre 2009 e 2010. A prevalência na população masculina é 0,82% e entre as mulheres 0,41%.Em 2009, foram diagnosticados 35.979 casos. No ano passado, esse número caiu para 34.212. O número de óbitos passou de 12.097 para 11.965, na mesma comparação. A região sul é a que apresenta a maior taxa de incidência, isto é, 28,8 casos para cada 100 mil habitantes. Os números são do ano passado.