#Pracegover foto: na imagem há um absorvente e duas mãos
#Pracegover foto: na imagem há um absorvente e duas mãos

Uma iniciativa em Tubarão está arrecadando absorventes para adolescentes em idade menstrual que não tem condições de comprar o produto. Os absorventes serão doados para as jovens da instituição Combentu. A campanha foi iniciada no último dia 25 e se encerrará no próximo dia 8.

As doações podem ser feitas contatando o Instagram do Psol Tubarão ou entrar em contato com a psicóloga Marcele Bressane (48) 99168-5313. A Campanha de Visibilidade e Combate à Pobreza Menstrual ocorre dentro da ação do Outubro Rosa.

A ação é realizada após o veto do presidente Jair Bolsonaro, ao Projeto de Lei (PL 4.968/2019), da deputada Marília Arraes (PT-PE), que visava a distribuição gratuita de absorventes femininos para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua. Conforme Marcele, a pobreza menstrual no Brasil é considerada alta. “Milhares de mulheres no país não possuem meios para obterem absorventes ou outros meios para ajudá-las na menstruação. Sem falar na baixa discussão que temos em relação a isso. As famílias não conversam, não explicam para as meninas sobre a menstruação. Assim, o Psol quis trazer essa discussão sobre a pobreza menstrual e colocar em discussão o veto do Bolsonaro”, explica.

De acordo com o relatório feito pelo Fundo de População das Nações Unidas e pela Unicef, que é o Fundo das Nações Unidas para a Infância, mostra que a pobreza menstrual fere a dignidade e afeta a saúde de mulheres e adolescentes. O direito à água, ao saneamento básico e aos produtos de higiene pode amenizar esse problema social. Uma em cada quatro meninas não tem condições de comprar absorventes pontua o documento da Pobreza Menstrual no Brasil, do Unicef. A situação afeta diretamente a saúde feminina já que, muitas vezes, essas mulheres acabam utilizando materiais inadequados para conter o fluxo menstrual.

O ciclo menstrual acaba se tornando um problema na vida de muitas meninas e mulheres que, durante o período, deixam de fazer atividades cotidianas como ir à escola, por exemplo. O valor da comercialização do item se torna um agravante para o problema da pobreza menstrual.

No Brasil, por exemplo, o absorvente é tributado como cosmético e faz com que as mulheres paguem em média 34,5% só de tributos neste item. Se ele fosse tributado como item de higiene teria uma tributação menor e também estariam incluídos nas cestas básicas.

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