Tubarão

Estudantes de diversos cursos da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Tubarão, protestam desde a última quinta-feira contra o reajuste nas mensalidades dos cursos de graduação para 2020. O índice inicial proposto pela Fundação Unisul foi de 7,98% e os representantes dos centros acadêmicos querem 0%. Segundo os alunos, a promessa dos dirigentes da universidade é que não teria reajuste para o próximo ano.

Uma contraproposta foi apresentada pelos representantes da Unisul de 5,66%, no entanto, os acadêmicos concordaram com um aumento de até 3%. Conforme os acadêmicos, o aumento é abusivo e ameaça a continuidade de um bom número dos alunos de vários cursos da instituição. 

Em entrevista ao Portal Notisul, o vice-reitor da instituição, professor Lester Camargo, disse que não se pode interpretar o eventual reajuste das mensalidades, ainda não definidos, sem enxergar as necessidades de sobrevivência de uma instituição que responde por grande número de atendimentos médicos, psicológicos, dentários, jurídicos, de assistência social, etc. à população e pela concessão de bolsas às pessoas carentes de recursos. “Não podemos confundir os papéis. Seria muito fácil a Unisul reduzir seus compromissos e ações para readequar suas receitas e despesas; mas isto, no momento, causaria grandes prejuízos à sociedade”, enfatizou.

Segundo ele, a comissão de negociação está discutindo todas as alternativas. Mas é preciso que as análises prossigam nos Conselhos da Universidade e da Fundação Unisul. A partir daí se definirá o índice de reajuste compatível com a realidade social e às necessidades da Instituição.

Em relação ao movimento estudantil, o vice-reitor observou que se trata de uma postura legítima do Diretório Central dos Estudantes e reafirmou que a entidade tem no seu DNA a luta pela democracia. “São diferenciais de identidade que implicam em um modo próprio de administrar, ensinar, pesquisar, conviver e comprometer-se com a realidade social e com a verdade”. Quanto a discussão do reajuste, afirmou ser processo que ocorre todos os anos, conforme previsão legal, e que é impossível dissociar essa discussão com a situação econômico-financeira da Universidade.

“A Unisul está buscando soluções para equacionar as dificuldades financeiras e modernizar, ainda mais, suas estruturas acadêmicas. Neste sentido, o reajuste das mensalidades é imprescindível à reestruturação que urge realizar”, destacou.

Desde a última semana representações estudantis como o Diretório Central dos Estudantes – DCE Unisul, Centros Acadêmicos e Associações Atléticas Acadêmicas do Campus Sul se mobilizaram por meio de um abaixo-assinado, que se encerrará nesta terça-feira. De acordo com os representantes, os valores da mensalidade dos cursos da Unisul vem aumentando ano a ano, e os acadêmicos notam um descaso com diversos setores, como também a falta de investimentos nos cursos.