#Pracegover foto: na imagem há uma carteira de trabalho, uma mão e uma caneta
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A maioria das empresas abertas no Brasil tem apenas sócio ou proprietário e não dispõe de funcionários. É o que aponta o levantamento “Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira.

De acordo com a pesquisa, que traz os dados mais atualizados sobre o empreendedorismo no país, do total de 947.311 empresas que entraram no mercado, em 2019:

•    49,3% (2.309.212) não tinham funcionários;
•    40,7% (1.908.402) com uma a nove pessoas; e
•    10% (466.226) com dez ou mais pessoas.

Desse total computado no ano, 3.736.529 são classificadas como “sobreviventes”, ou seja, estão em atividade desde 2012.

Empresas ativas empregam 39,7 milhões

As empresas ativas em 2019 empregavam 39,7 milhões de pessoas ocupadas, sendo 33,1 milhões (83,3%) como assalariadas e 6,6 milhões (16,7%) na condição de sócios ou proprietários. Os salários e outras remunerações pagos por essas entidades totalizaram R$ 1,1 trilhão, com um salário médio mensal de 2,5 salários mínimos (R$ 2.750).

A idade média das empresas era 11,7 anos. O estudo destaca que os movimentos de entrada e saída do mercado possuem impacto expressivo, não apenas no número de empresas (principalmente na faixa de zero a nove pessoas ocupadas assalariadas), mas também no número de pessoas ocupadas. Em especial, sócios ou proprietários, uma vez que, com as entidades entrantes, em 2019, houve acréscimo de 2,1 milhões de pessoas ocupadas, das quais:

• 1 milhão (48,6%) eram pessoas ocupadas assalariadas; e
• 1,1 milhão (51,4%), sócios ou proprietários.

Entre as que saíram, por sua vez, houve uma redução de 1,3 milhão de pessoas ocupadas, sendo:

• 438,9 mil (34,7%) eram pessoas ocupadas assalariadas; e
• 826,6 mil (65,3%) eram sócios ou proprietários.

Homens são responsáveis por maioria de vínculos empregatícios

Em 2019, os homens responderam pela maior parte dos vínculos empregatícios nas empresas, com 60,6%, contra 39,4% observado entre as mulheres.  Além disso, essa composição por sexo foi semelhante entre os eventos demográficos: a participação das mulheres nos eventos de sobrevivência, entrada e saída das empresas foram, respectivamente, 39,3%, 41,3% e 42,7%.

Por outro lado, a análise segundo o nível de escolaridade revelou um perfil de empregados distinto por eventos demográficos, com menor participação dos mais escolarizados nas empresas que estavam entrando e saindo do mercado (8,4% e 7,5%, respectivamente) do que entre as sobreviventes (14,7%).

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Fonte: Correio do Povo