#Pracegover Foto: na imagem há três pessoas, cadeiras, mesa, tapetes, armário e brinquedos
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A ideia de implantar um centro especializado para atender pessoas com autismo em Braço do Norte não é algo recente. A iniciativa surgiu há pouco mais de dois anos e tem alcançado forma nos últimos dias.

O padrinho do grupo de mães de autista da Capital Nacional do Gado Jersey, Michell Sombrio, tem buscado maneiras de implantar no município uma Associação de Pais de Autistas, para atender a demanda da cidade. De acordo com Michell, a Ama é uma associação sem fins lucrativos que trabalha com pessoas autistas com crianças de 2 anos até adultos de 40 anos. “A instituição trabalha desde o diagnóstico até um tratamento avançado. O intuito é dar a maior qualidade de vida para quem é diagnosticado com o Transtorno de Aspecto Autista (TEA)”, explica.

Conforme o padrinho da iniciativa, há em diversas cidades da região associações que atendem inúmeras crianças como a AMA de Criciúma. “Fui visitar a AMA de Criciúma recentemente e pude perceber que ela é muito bem estruturada, atende mais de 150 crianças e possui um corpo técnico qualificado. A nossa ideia é criar uma associação como esta. A AMA é uma ferramenta muito importante”, pontua Michell que também é vereador em Braço do Norte.

O autismo não é um transtorno único, mas sim um espectro de transtornos que podem variar em intensidade e em características, a depender de cada indivíduo. Em geral, essas características se manifestam em dificuldades no convívio social, comportamento repetitivo e, em alguns casos, ansiedade e transtorno de deficit de atenção com hiperatividade (TDAH).

Estima-se, globalmente, que 1 a cada 58 crianças esteja no Transtorno do Espectro Autista designação que, desde 2013, é usada para abrigar todos os problemas relacionados ao autismo. Especialistas conseguem diagnosticar o TEA quando a criança tem por volta dos 2 anos e, em alguns casos específicos, aos 18 meses. Entre os sinais observados estão, por exemplo, se as crianças não se viram ao escutar seus próprios nomes, se rejeitam o contato visual e se têm desenvolvimento motor atípico.