Wagner da Silva
Braço do Norte

As atitudes e mudanças, quando beneficiam o meio ambiente e ainda atendem a uma reivindicação da população, são sempre elogiáveis. Através de uma recomendação da Associação Brasileira de Indústrias Produtoras e Exportadores de Carne Suína (Abipecs), as empresas que transportam os animais até os frigoríficos começarão a substituir as tradicionais carrocerias de madeira por outras, de alumínio.

A troca minimizará bastante o problema do odor forte e o despejo de dejetos nas rodovias. Segundo o empresário do setor, Ricardo Witthinrich, pioneiro na substituição no Vale do Braço do Norte, apesar do alto custo da modificação (cada carroceria de alumínio custa cerca de R$ 40 mil), a mudança é positiva.

“Além de agradar a população, pois garante a saúde dos animais transportados, mas também beneficia o meio ambiente evitando o mau cheiro nas cidades. Isto beneficia o produtor, o transportador e o frigorífico”, garante Ricardo.

O empresário conta que o ‘teste de ferro’ foi feito no primeiro dia do ano, quando, mesmo com um trânsito intenso na BR-101, não ocorreu nenhuma baixa de animais. Antes, isto ocorria com freqüência devido ao forte calor e ao estresse dos animais. A empresa de Ricardo chega a fazer oito viagens semanais, onde são transportados cerca de 1.150 suínos. Isto representa mais de 70% da produção da do Vale.