Amanda Menger
Tubarão

Ainda deve demorar mais alguns meses para que a secretaria de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão lance o edital de licitação de concessão dos serviços de transporte público coletivo da cidade. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado com o Ministério Público em julho do ano passado.
O TAC prevê a realização de licitação e também a reformulação da lei municipal que regulamenta os serviços do transporte público. “Desde a assinatura do TAC, a secretaria de segurança e trânsito da prefeitura tem feito estudos para poder lançar a licitação. A última que foi feita ocorreu em 1982 e a lei que define a concessão dos serviços é de 1979”, explica a procuradora geral da prefeitura, Letícia Bianchini.

Em março, uma empresa contratada pela prefeitura fará o levantamento do fluxo de usuários. “A intenção é saber quais são os locais de origem e destino mais comuns dos clientes para que possam ser definidas as linhas e itinerários”, adianta o secretário de segurança e trânsito da prefeitura João Batista de Andrade, o Sargento Batista. Os dados coletados neste levantamento servirão de base para a elaboração do edital que poderá ser lançado em abril. “Queremos que o processo esteja concluído e com as empresas vencedoras da licitação operando até o fim deste primeiro semestre”, afirma o secretário.

Usuários do transporte coletivo reclamam
da falta de abrigo e preço da passagem

Utilizar transporte coletivo em Tubarão pode ser um martírio. Uma das primeiras dificuldades é conseguir pegar ônibus. Uma porque há poucos abrigos de passageiros, segundo porque nos pontos existentes não há informações sobre as linhas que passam por ali e nem os horários.
“É uma dificuldade pegar ônibus aqui em Tubarão. Quando chove, as pessoas ficam completamente molhadas. Mesmo depois da reforma no terminal urbano a situação continua difícil. Aquela cobertura não protege as pessoas, ainda mais quando a chuva é acompanhada de vento”, reclama uma morada do bairro Revoredo.

Outra queixa é o valor cobrado pela tarifa, reajustada no fim do ano passado para R$ 2,20. “Esse valor é único, independente do trajeto ser curto. Tenho vizinhas idosas que quando precisam ir ao centro vão acompanhadas por outras pessoas. Para ir e voltar elas gastam R$ 8,80. É muito caro”, queixa-se a moradora.
Segundo o secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, João Batista de Andrade, o Sargento Batista, as tarifas foram unificadas ano passado.

“Antes, em distâncias mais longas, como para Congonhas, a tarifa era R$ 2,80 e outros trajetos R$ 2,00. O ex-prefeito Carlos Stüpp (PSDB) resolveu unificar os valores. No fim de dezembro, a tarifa foi reajustada em 10%, utilizando como critério o Índice Geral de Preços ao Mercado”, explica o secretário.
Com a licitação, os valores poderão ser revistos, já que o melhor valor será um dos critérios para ganhar a concessão. “A licitação também poderá garantir melhorias na infraestrutura dos terminais, abrigos e a garantia de acessibilidade de portadores de deficiências físicas”, afirma Batista.