Moradoras da rua e a presidenta da AME (centro) protestam contra a falta de segurança provocada pelo excesso de velocidade dos motoristas.
Moradoras da rua e a presidenta da AME (centro) protestam contra a falta de segurança provocada pelo excesso de velocidade dos motoristas.

Karen Novochadlo
Tubarão

Parte do futuro anel viário de Tubarão tem trazido uma certa dor de cabeça a alguns moradores. A ligação da avenida Pedro Zapellini com a rua Cândido Freire Leão (do posto Ipiranga, antigo Texaco) ajudou, sim, no escoamento do trânsito da área central do município. Porém, também tem sido palco de acidentes.

A imprudência de muitos motoristas, somada à falta de sinalização, é um ‘prato cheio’. Preocupada, a presidenta da Associação de Moradores da Vila Moema (AME), Adelcir Maria Lopes, enviou um ofício à prefeitura para requisitar a sinalização e a demarcação na Cândido Freire Leão, mas ainda não obteve resposta.

Para Arlene Alves de Carvalho, moradora há mais de 29 anos do bairro Vila Moema, a rua transformou-se em um lugar perigoso após o asfaltamento. “Antes, as crianças brincavam na rua. Hoje, já não podem fazer isso. Na madrugada, há até disputa de rachas. Meu marido e eu não conseguimos dormir à noite”, reclama Arlene.

Mari Rosa Collaço Pereira, residente no bairro há seis anos, queixa-se da falta de faixas para pedestres. “Os carros andam em alta velocidade e é muito perigoso atravessar a rua. Deveríamos ter um redutor de velocidade”, sugere.
A agência de publicidade UP tem nas paredes as marcas da imprudência dos motoristas. “Há cerca de um mês, um carro se perdeu, subiu na calçada e bateu contra a parede”, lembra a auxiliar financeiro da empresa, Fernanda Marcon Coelho.

Não serão pintadas faixas
para pedestres na rua

A implantação da sinalização da rua Cândido César Freire Leão, no bairro Vila Moema, em Tubarão, não tem data para ser feita. O engenheiro da secretaria de segurança e trânsito da prefeitura, Rodrigo Vieira Joaquim, calcula que a demarcação na rua esteja pronta até a segunda quinzena de dezembro.
Segundo ele, os trabalhos ainda não foram iniciados porque não foi contratada uma empresa para realizar este serviço. Além disso, a secretaria não possuía orçamento para isso.

Será feito o eixo da rua e a marcação do estacionamento. Quanto às faixas de pedestres, requisitadas pelos moradores, não serão pintadas. “Não há um fluxo grande de pedestres que exija este tipo de sinalização”, argumenta o engenheiro. Contudo, antecipa, serão colocados um ou dois redutores de velocidade.