Tubarão

 

Tubarão pode não constar entre as três cidades mais poluídas do Brasil. Os parâmetros utilizados pela Comissão Especial Sobre a Qualidade do Ar da câmara de vereadores estão equivocados. Os integrantes compararam os dados de concentração de material particulado inalável (PM10) de várias cidades ao valor apresentado pelos relatórios de monitoramento ambiental da Tractebel. Contudo, a Tractebel utiliza o material particulado total, uma base diferente. 
 
De acordo com a empresa, em 2008, o material particulado inalável indicou 22,10 microgramas por metros cúbicos. A partir deste ano, a empresa mudou a forma de medição. O gerente de meio ambiente do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, Alexandre Thiele, explica que, se for considerado o PM10, a concentração em Tubarão será menor do que o valor apresentado no estudo.
 
De acordo com o consultor da comissão Rafael Marques, a colocação de Tubarão no ranking de poluição não seria a de terceiro lugar. Mas ficaria à frente de Belo Horizonte e de Curitiba, cidades com mais de um milhão de habitantes. Ele reforça que, de acordo com os padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), os números de poluentes em Tubarão estão dentro dos aceitáveis. Entretanto, se forem considerados os níveis aprovados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estão fora do ideal. 
 
De acordo com a Tractebel, a frequência de coleta de dados não é de oito dias, como consta no relatório. A medição é feita a cada seis dias. “Assim como não é necessário retirar todo o sangue de um paciente para análise e diagnóstico de doenças, a análise do comportamento de qualquer poluente é feito de forma amostral”, esclarece Thiele.