#ParaTodosVerem Na foto, homens trabalham na obra em uma estrada
O trecho onde uma placa rochosa se desprendeu e caiu sobre a pista é o mais complexo de todo o trabalho de recuperação da SC-370 na Serra do Corvo Branco. Ali é feito o assentamento de uma placa de concreto reforçado para recompor a estrada - Foto: Divulgação

A exemplo do que pode ser constatado no dia 9 de julho, os trabalhos de recuperação da Serra do Corvo Branco, entre Urubici, no Planalto Sul, e Grão-Pará, no Sul do Estado, seguem em bom ritmo. Com o clima mais seco, uma das partes mais complexas da obra, a recomposição de parte da pista da SC-370 que foi levada pelas chuvas de maio e, depois, pela queda de uma placa rochosa, começaram a ser feitos. O que antes era um imenso buraco, agora voltou a ser uma estrada. Não houve diminuição no ritmo das equipes, que continuam a se dividir em turnos, inclusive aos fins de semana, para finalizar o quanto antes a recuperação do traçado e, a partir daí, a liberação efetiva da Serra.

Conforme o Notisul já publicou, as drenagens e tubulações estão todas prontas. Desde a segunda semana de julho, a Construtora Fraga, responsável pela obra, constrói as cabeceiras, na parte de baixo da Serra, e as bocas de lobo, na parte de cima. O trecho mais complexo de todo o projeto de recuperação, o local onde a placa rochosa se desprendeu e houve perda da pista, também já é feito. Neste ponto é realizada a escora de uma pedra e a colocação de uma placa reforçada de concreto – veja no vídeo abaixo.

Em vistoria ao local no dia 8 de julho, o deputado estadual Volnei Weber (MDB-São Ludgero) ventilou a possibilidade de que, após esta parte da obra, o Estado estudaria uma forma de flexibilizar o fluxo de veículos na Serra do Corvo Branco. A ideia é liberar o trânsito em determinados horários e/ou dias para os produtores e comerciantes escoarem suas produções. Não há como dar um prazo para isso, pois tudo depende da finalização do trabalho, que é bastante complexo. “Esta possibilidade não está descartada, é uma alternativa, mas que será avaliada, repito, será avaliada. Antes disso [da finalização do serviço], infelizmente, não é possível e eu mesmo constatei. Entendo a angústia das famílias que dependem da Serra para trabalhar, para escoar suas produções, mas nada é mais precioso do que a vida”, afirmou o deputado na ocasião.

Paralelamente a tudo o que é feito, outras equipes tratam da recuperação da ponte sobre o Rio do Bispo. O local também está interditado porque uma das cabeceiras foi levada pela força das águas. O último passo será a recuperação do pavimento em toda a extensão desta trecho da SC-370. Os recursos para isso, antecipou o deputado no começo do mês, estão garantidos. A Serra do Corvo Branco foi totalmente interditada no dia 4 de maio por conta das chuvas que castigaram toda a região no começo daquele mês. Houveram diversos deslizamentos de terras e pedras, além de perda estrutural de partes da pista no trecho que ainda é de chão batido.

Quatro dessas quedas de barreiras foram bastante expressivas a ponto de nem mesmo os técnicos conseguirem vistoriar o lugar. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, fez um sobrevoo no dia 5 de maio para verificar a situação e constatou que não havia sequer como iniciar um trabalho emergencial de limpeza. Por terra, a primeira incursão pode ser feita apenas no dia 12 de maio e boa parte do trajeto precisou ser percorrido a pé, pois não havia como chegar com carros. No dia 20 deste maio, a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) liberou o trecho entre Urubici e o corte, cujas pistas foram literalmente soterradas. Deste ponto para baixo, em direção a Grão-Pará, a Serra segue interditada.

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