Nos últimos anos, a doação de dinheiro por meio de campanhas na internet tem sido uma alternativa encontrada por muitas famílias para arrecadar recursos para tratar os filhos com problemas graves de saúde – como é o caso do pequeno Pedro Mendes Romanha, de 1 ano, morador do bairro Bom Pastor, em Tubarão. O bebê tem paralisia cerebral e precisa realizar diversas sessões de fisioterapia por semana, porém, pela falta de recursos financeiros os pais só podem custear uma sessão por semana.

 “Fizemos a vakinha virtual para nos ajudar a pagar as fisioterapias para o Pedro. Não estamos conseguindo arcar com os valores mais de uma vez por semana e para um melhor desenvolvimento é necessário um acompanhamento maior. Ele também precisa fazer terapia ocupacional, mas por falta de recursos ainda não iniciamos”, lamenta a mãe do menino, Letícia de Souza Mendes.

 Apenas o pai do garoto, Guilherme Pereira Romanha, trabalha e por isso, o montante para as despesas da casa e para o tratamento do menino. Letícia conta que a causa da paralisia cerebral foi por uma complicação na hora do parto.  “O Pedro ainda não engatinha, não senta, não sabe rolar na cama e também não fixa o olhar nas pessoas”, expõe.

A paralisia cerebral é uma síndrome classificada por uma rara lesão no cérebro, que acomete duas em cada mil crianças nascidas vivas em todo o mundo. Caracterizada como a causa mais comum de deficiências graves na primeira infância, essa lesão irreversível pode atingir bebês desde o momento da concepção até os dois anos de idade. Ela tem caráter não progressivo, isto é, não piora com o tempo, mas é determinante para o aparecimento de limitações de funcionalidade motora.

Os problemas de ordem motora podem aparecer junto de outros distúrbios ligados aos campos sensorial, perceptivo, cognitivo e das ordens comunicacional e comportamental. Crianças que possuem a síndrome também podem desenvolver epilepsia e outras complicações no esqueleto e nos músculos. Entretanto, é importante ressaltar que embora o termo paralisia cerebral seja usado para nomear uma síndrome, seus sinais e a gravidade dos comprometimentos varia de situação para situação e estão diretamente relacionados com a causa do problema.

A campanha #TodospeloPedro foi iniciada na sexta-feira da semana passada e objetivava arrecadas R$5 mil reais, no entanto, sabe-se, que o tratamento é continuo. Letícia explica que em maio uma ação judicial para custear o tratamento do menino foi ajuizada, contudo até agora, a família não obteve respostas.