Nivaldo (E) foi duas vezes vice-prefeito e secretário de obras no município. Vicente Corrêa disputou o pleito pela primeira vez em 2016  -  Foto:Divulgação/Notisul
Nivaldo (E) foi duas vezes vice-prefeito e secretário de obras no município. Vicente Corrêa disputou o pleito pela primeira vez em 2016 - Foto:Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Capivari de Baixo

Depois de um mês de ingressada a ação que pede a cassação dos registros de candidatura dos diplomas do prefeito e vice eleitos em Capivari de Baixo, Nivaldo Sousa (PSB) e Aurimar da Silva (PPS), respectivamente, testemunhas foram convocadas para prestar esclarecimentos na sala de audiências do Juizado Especial Criminal de Tubarão, na próxima terça, às 13h30min.

Representantes da Coligação #RenovaCapivari, a qual tinha como postulante ao cargo de prefeito o médico Vicente Corrêa (PSD), impetraram o pedido contra o eleito Nivaldo Sousa, por considerarem que na campanha de seu oponente ocorreram elementos que lavam a uma possível corrupção eleitoral.

Vicente salienta que o ingresso na justiça ocorreu porque a coligação entendeu que houve crime eleitoral, uma vez que o filho de Nivaldo teria cometido atitudes ilícitas, segundo a defesa do segundo colocado no pleito. “Na madrugada do último dia 2 de outubro algumas pessoas, entre estas o filho do prefeito eleito, foram abordadas pela polícia por suspeita de abuso de poder econômico e tentativa de compra de votos. Além disso, ele e mais dois amigos possuíam tickets de gasolina, vale-compras, e um deles tinha uma arma de fogo, porém não possui porte, o que configurou um crime”, lembra Vicente. 

Além dos dois candidatos, o ex-prefeito Luiz Carlos Brunel Alves, o Brunel, concorria ao cargo, mas o ex-gestor desistiu após ter a candidatura indeferida, antes de ter o recurso julgado. Ele apoiou o médico e, mesmo com a desistência, recebeu 115 votos nas urnas, não considerados válidos. O vencedor do pleito não relacionou nenhuma testemunha para a audiência da próxima semana. A ação foi protocolada na 99ª eleitoral no último dia 24. O Notisul entrou em contato com Nivaldo, mas ele não atendeu e não retornou as ligações.