Pequim, China

O terremoto mais violento a abalar a China em mais de 30 anos já deixou mais de 20 mil mortos e desaparecidos na região sudoeste, e os socorristas ainda vasculhavam as toneladas de escombros para tentar encontrar sobreviventes.

O exército e os socorristas tentavam aproximar-se por ar, mar ou terra das áreas afetadas pelo violento terremoto, de 7,9 na escala Richter, que destruiu escolas, casas e usinas desde a tarde de segunda-feira.
Em sinal de luto, os organizadores dos Jogos Olímpicos decidiram reduzir ao mínimo os festejos programados durante a passagem da tocha olímpica pelo país.

Em Shifang, duas fábricas de químicos desmoronaram e mais de duas mil pessoas ficaram presas nos escombros. Cerca de 80 toneladas de material corrosivo vazaram, seis mil pessoas tiveram que evacuar o local e, segundo a Xinhua, 600 pessoas morreram.
Também foram registradas mortes fora da província de Sichuan. A agência de notícias chinesa afirma que, pelo menos 300 pessoas morreram em Gansu, Shaanxi e Chongqing.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o seu colega chinês, Hu Jintao, conversaram por telefone ontem, e Bush ofereceu à China toda a ajuda necessária, informou a televisão nacional chinesa.
A Casa Branca anunciou o desbloqueio de uma verba inicial de US$ 500 mil para as vítimas do terremoto.
A província mais abalada pela catástrofe é Sichuan, onde mais de 12 mil mortes foram confirmadas. Além disso, pelo menos 9,4 mil pessoas ainda estão sob os escombros.

No entanto, este balanço ainda deve piorar. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, admitiu que a situação está pior do que se pensava inicialmente. Réplicas do terremoto continuam sacudindo a região. “Temos atualmente muitas dificuldades nas operações de socorro”, declarou o primeiro-ministro.
Milhares de pessoas estão desaparecidas, provavelmente soterradas sob toneladas de escombros, e as necessidades em alimentos, medicamentos e equipamentos de primeiros socorros são urgentes.