Tubarão

O diagnóstico preciso, seguido pela indicação correta de medicamentos, pode diminuir o índice de queda entre idosos. Esta avaliação é resultado de um estudo feito pelo estudante de medicina da Unisul de Tubarão, Guilherme da Cunha Galvani. Ele avaliou os pacientes atendidos no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão.

O trabalho levantou estatísticas importantes e alarmantes: o índice de quedas de idosos aumentou significativamente nos últimos anos, cerca de 63%. E algumas quedas, aparentemente simples, podem levar à morte. Dos que caem, 40% morrem dentro de um ano, na maioria das vezes por falta de cuidado.

O estudo mostra ainda que 56% das quedas ocorrem durante o dia. Entre os pacientes, 43% são mulheres e 23% homens. “A princípio, pensamos que isso só ocorre porque os idosos são mais frágeis. Mas as medicações que eles tomam para tratar dessas doenças é que são as maiores culpadas”, aponta Galvani.

O grande problema é o alto valor dos remédios que os idosos deveriam tomar. Se não têm condições de comprá-los, acabam usando tipos de remédio não muito indicados. “Se o idoso tem a consulta em um posto de saúde, o posto cede os remédios que tem, que são os mais baratos vendidos nas farmácias. Só que os efeitos colaterais desses remédios em um idoso podem causar inúmeros sintomas que eles nem percebem”, explica o aluno.

Os remédios com baixo custo podem causar efeitos como tontura, dificuldade na audição e insônia, que pode ocasionar uma queda. Dentre esses remédios, estão os antisiolíticos, betabloqueadores, antidepressivos e insulina. Mas o grande problema apontado pelo estudante é a ausência de diagnóstico.

“Consultas periódicas, uma análise de todos os sintomas e um esclarecimento para o paciente podem ser medidas preventivas para que não ocorra a queda. Além disso, medidas simples, como a instalação de corrimão no box do banheiro e a remoção dos tapetes de dentro de casa, reduzem, e muito, a chance de queda”, informa o estudante.