O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres. No meio desta estatística esta Vanessa Casi, terapeuta especializada em Terapia Emocional Sistêmica, que não apresentava sintomas, não tinha histórico familiar e se considera uma mulher com estilo de vida saudável. “Estava em plena atividade, no olho do furacão, lidando com um projeto enorme na minha chácara, plantando árvores e concluindo a construção de minha casa, quando descobri o diagnóstico”, ressalta.

Grande maioria das mulheres não têm o hábito de fazer exames preventivos e acabam descobrindo um câncer de mama já em estado avançado e com autorisco. Vanessa lembra que uma coisa muito importante que se deve abordar com as mulheres é quanto ao autoexame. “Para procurar nódulos temos tão pouca informação a respeito de câncer de mama e procurar um nódulo no seio não é a melhor maneira de diagnosticar a doença. Quando um nódulo chega a aparecer nos seios ele já está avançado”, avalia.

Acentua que sua cura é comemorada todos os dias e suas postagens nas redes sociais já ultrapassam cinco milhões de visualizações no @vanessacasibrasil com vídeos em que ela aparece abraçando a equipe de profissionais da Unimed. “Devo minha vida aos profissionais da Unimed, com atendimento de primeira classe. Mas não podemos descartar o SUS como assistência em saúde, que tem um ótimo atendimento. O SUS ainda peca é nessa trajetória da descoberta até a porta de entrada do tratamento. Esse período é que ainda se demora muito e muitas mulheres, infelizmente, acabam perdendo sua chance de lutar pela vida devido a essa espera”.

Vanessa não considerava como importante fazer a mamografia por não ter sintomas e nem casos na família, até uma tia detectar um câncer de reto e mama. Ela indicou que todas as mulheres da família fizessem um check-up. Foi quando, então, a médica encaminhou Vanessa para uma ultrassom e para o exame de mamografia. Outra coisa, segundo Vanessa Casi, é que “não sabemos que existem tipos de câncer de mama com nódulos impalpáveis, que foi o meu caso. Se tivesse esperando para descobrir no autoexame, provavelmente, quando fosse diagnosticado, já estaria em autorisco devido a um câncer muito agressivo”, avalia.

Vanessa descobriu o câncer ano passado aos 44 anos e deixa um alerta de que a doença é silenciosa e o tratamento preventivo é a melhor forma de detectar o câncer de mama e outros nódulos. “Uma vez ao ano as mulheres deveriam ter o hábito de fazer consulta com um ginecologista e solicitar uma mamografia e outros exames. Isto deveria ser compulsório”.

Depois de amamentar o filho Caian por cerca de três anos, Vanessa começou a sentir algumas alterações de deformidades no seio, achando que isto acontecia por conta das glândulas mamárias que estavam diminuindo e, no entanto não era isso, mas um sinal de que alguma coisa não estava bem. “Não entendia que isto poderia ser algum sintoma negativo. Isto estava me incomodando. Então fui a uma consulta e já na mamografia a médica Michele foi muito pontual e me encaminhou para uma biópsia”, diz. Lembra que a médica ligou para a sua ginecologista e está para o mastologista que a encaminhou para exames na Unimed de forma imediata. “A Unimed foi muito parceira, não negando nenhum tipo de exame. Meu atendimento foi muito rápido. No seguimento do meu tratamento, da mamografia até minha primeira quimioterapia, foram apenas quatro semanas”.

PREVENÇÃO

Vanessa Casi fez vídeos sobre sua cura que continuam viralizando na internet, esbanjando alegria e emoção ao pegar o resultado da biópsia depois da mastectomia radical que é a remoção total dos seios. O resultado voltou como negativado, sem resquícios de células cancerígenas. No entanto, segundo ela, os médicos não falam em cura, mas em remissão, com o tratamento ainda em acompanhamento médico por, pelo menos, sete anos.

“O tipo de câncer que eu havia desenvolvido era extremamente agressivo, com uma velocidade de aceleração e de multiplicação celular de 75 vezes. A médica disse que, se não tivesse iniciado o tratamento naquele momento, teria quatro meses de vida apenas. Existe ainda um risco de voltar a aparecer em algum lugar, por isso o acompanhamento médico se torna fundamental para evitar um outro câncer”.

Mesmo diante de todos os problemas de saúde, os sonhos se mantém vivos. Em sua chácara onde mora no interior de Tubarão há pouco menos de quatro anos, ela trabalha pela criação de um espaço terapêutico onde pretende dar cursos, oferecer yoga e meditação, além de outras praticas, todas conectadas em gerar bem-estar físico e mental.

“Digo para todas as mulheres que não confiem apenas no autoexame. Façam check-up com a sua ginecologista, faça o papanicolau, mamografia e o ultrassom anualmente a partir dos quarenta anos. Para as que estão passando pela descoberta do câncer, estão tendo que fazer o tratamento, seja qualquer tipo de câncer, a minha mensagem é para que fortaleçam a sua fé, a sua coragem e a sua força sem desânimo, porque tudo passa. Parece clichê, mas é verdade. Tudo passa”, conclui.

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