Tatiana Dornelles
Tubarão

“Oi, aqui é a Carol. Lembra de mim? Estudamos juntos no primário. Mandei uma foto para você lembrar quem eu sou”. Logo embaixo, a mensagem sorrateira: Clique aqui para ver a nossa foto. E inacreditavelmente tem muita gente que clica. “Este tipo de mensagem nunca deve ser aberta. Especialmente se estiver no trabalho. Isso pode comprometer o andamento de toda uma empresa”, indica o especialista em redes de computadores e segurança na internet, Dênis Volpato Martins, da Dexnet Soluções em Rede, de Tubarão.

Geralmente, o arquivo que está anexo tem uma extensão diferente da correta. Para uma foto, o mais normal é que venha um nome qualquer, seguido de um ponto e a extensão JPG, GIF ou PNG. Existem outras terminações, mas estas sãs as mais comuns. No caso de um vírus, geralmente utiliza-se o nome de um arquivo, um ponto e uma extensão de imagem ou documento. “E finalmente a terminação de um programa executável ou afins. Por exemplo: arquivo.jpg.scr. Estas últimas três letras é que ocultam, provavelmente, um vírus”, exemplifica Dênis.

Outras extensão utilizadas são EXE, SCR, COM, LNK, BAT, PIF ou VBS. “A grande maioria dos vírus, quando anexados, vem com estas extensões”, pontua o especialista. Ele ressalta ainda que nenhum banco envia e-mails a fim de solicitar atualização de senha ou dados cadastrais. Outro ponto lembrado por ele são as ‘correntes de ajuda’. “Grandes empresas não dão um centavo por e-mail repassado. Este tipo de mensagem são os chamados lixos eletrônicos, ou spam, e não devem ser enviados para os amigos. Isto causa um tráfego de informação na rede que pode prejudicar o andamento do trabalho na empresa”, explica Dênis.

O mais adequado, para as empresas, é a utilização de filtros e outros equipamentos de segurança, como a limitação de quem pode acessar o quê, para prevenir até mesmo ataques de hackers inesperados. “Os usuários ainda são muito fechados para esta questão. Mas basta uma fresta na rede para comprometer anos de trabalho”, observa Dênis.

Anote a dica
Uma forma simples de verificar a validade do link indicado no e-mail é deixar o mouse em cima dele (mas não clique!). Na barra inferior da janela (onde aparece ‘concluído’ quando uma página termina de carregar) irá aparecer o verdadeiro link que será acessado. Isto também pode ser observado se o usuário clicar com o botão direito em cima do link e ir à opção ‘propriedades’. No campo endereço surgirá o site que seria acessado.