Mario Haberfeld (E) e o professor Joares May coletam amostras da onça e instalam o colar com GPS. Meta do projeto é agregar valor ao animal e estimular o turismo de avistagem  -  Foto:Unisul/Divulgação/Notisul
Mario Haberfeld (E) e o professor Joares May coletam amostras da onça e instalam o colar com GPS. Meta do projeto é agregar valor ao animal e estimular o turismo de avistagem - Foto:Unisul/Divulgação/Notisul

Tubarão

 
O médico veterinário Joares Adenilson May Júnior, professor dos cursos de medicina veterinária e de ciências biológicas da Unisul de Tubarão, capturou mais uma onça-pintada.
 
Mas calma! A bichana está bem e já caminha livre pela selva. O professor é um dos integrantes do projeto Onçafari, cujo objetivo é atuar na conservação da onça-pintada no Refúgio Ecológico Caiman, no Pantanal Sul-Matogrossense, em Miranda (MS).
 
Acostumado à prática, ele colabora com pesquisas de carnívoros por todo o país desde 2003. Joares é especialista na área de epidemiologia de animais selvagens. Na captura, a onça é sedada para seja possível instalar um colar de GPS via satélite. 
 
A ideia é preservar o animal selvagem, combater a caça da espécie e acostumá-lo com a presença dos carros, a fim de desenvolver o turismo a partir da agregação do valor ao bicho.
 
“O ecoturismo pode ser uma solução viável de manter o Pantanal com suas características e permitir que a onça conviva de forma pacífica com os proprietários de fazendas e hotéis”, analisa.
 
O colar GPS permanece na onça por um ano e meio, tempo em que os técnicos traçam o percurso da onça-pintada, a fim de saber quais são os lugares onde ela mais fica. De acordo com Joares, esse trabalho serve para reconhecer as áreas que precisam ser preservadas e as que podem servir ao turismo.
 
O projeto Onçafari é coordenado pelo conservacionista Mario Haberfeld e tem apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap-ICMBio). Uma equipe de filmagem tem acompanhado as capturas. O material em vídeo vai dar origem a um documentário.