O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Tubarão, Ricardo Cardoso, acredita que o valor do reajuste não será sentido no bolso do consumidor
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Tubarão, Ricardo Cardoso, acredita que o valor do reajuste não será sentido no bolso do consumidor

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
Quem precisa comprar remédios com frequência ficou apreensivo com a notícia de que o governo federal autorizou o reajuste de até 5,85% nos remédios a partir do último dia deste mês. A alteração terá como referência o preço do medicamento para os fabricantes em 31 de março do ano passado. 
 
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Tubarão, Ricardo Cardoso, garante que o aumento não será sentido no bolso do consumidor. “Os aumentos têm sido anuais, o impacto vai ser pequeno, porque é menor que os reajustes salariais feitos à população”, avalia. 
 
No ano passado, o acréscimo foi de 3,5%. “A gente não sente nas vendas”, revela. Ricardo avalia que, com a chegada dos medicamentos genéricos e da farmácia popular, os preços dos medicamentos começaram a diminuir. “Há uma concorrência entre os laboratórios. Se um remédio genérico aumentar de preço, a venda dele diminui”, conta. 
 
Os aumentos levam em consideração três faixas de medicamentos, com mais ou menos participações de genéricos. E não incidirá sobre 8.840 remédios, de um total de 22.622. 
 
A categoria que terá o maior reajuste (5,85%) será a dos remédios com maior participação de genéricos, como, por exemplo, omeoprazol e amoxilina. Os 2,8% serão aplicados em produtos como lidocaína e risperidona.
 
E haverá queda para os remédios com menor participação de genéricos, cerca de 0,25%. Nesta faixa, estão, por exemplo, os antiespasmódicos.
 
Medicação gratuita
Quem deseja fugir do reajuste no preço dos medicamentos pode procurar alternativas. A secretaria de saúde da prefeitura de Tubarão oferece possibilidades. 
O cidadão pode procurar a farmácia básica nos postos de saúde, munidos com a receita e requerer os medicamentos. Segundo a secretária de saúde, Beth Xuxa, nos postos só são entregues remédios controlados e antibióticos.
Outros remédios podem ser encontrados na Policlínica, que funciona das 7 às 13 horas, também mediante apresentação de receita médica. “Nossa demanda é muito grande. Muita gente procura medicamentos, mas não há falta de remédios na cidade”, conta a secretária.