Amanda Menger
Tubarão

Você já deve ter ouvido em algum momento a seguinte expressão: “Não está contente? Reclame para o bispo!”. No caso da telefonia móvel, nem mesmo o bispo consegue resolver o problema. No dia 20 de janeiro, o bispo da diocese de Tubarão, Dom Jacinto Bergmann, teve o celular roubado junto com outros objetos. “Imediatamente, consegui cancelar os cartões bancários e liguei para o atendimento da operadora TIM para cancelar o telefone e bloquear a conta. Eles garantiram que isso seria feito”, conta.

Mais de dois meses depois e duas contas, incluindo uma de fevereiro no valor de R$ 285,00. O problema não foi resolvido. “Já fiz seis pedidos, tanto por telefone quanto na revenda, mas até agora nada. Sempre garantem que o telefone será bloqueado e, no fim, continua funcionando”, desabafa.
A reportagem do Notisul ligou para o número que era do bispo e constatou que continua ativado. “É uma desconsideração com o usuário. Vim na revenda e eles não podem fazer nada, porque a operadora não libera certos serviços para eles”, lamenta.

A última resposta que Dom Jacinto recebeu foi que a operadora entrará em contato com ele em 48 horas em um telefone fixo. “E eu não poderei atender porque estarei em São Paulo com compromissos da diocese e a operadora não fala com outra pessoa, só com o ‘proprietário’ da linha. Será que terei que aproveitar a viagem e ir pessoalmente na sede da TIM?”, questiona. A preocupação de Dom Jacinto é que o seu nome seja incluído no cadastro do Serasa e reflita-se em problemas para a diocese.

Mais uma tentativa
Depois de esperar mais de duas horas e várias ligações para a central de atendimento, a assessoria de imprensa da TIM prometeu ao bispo que o caso será resolvido em 24 horas. “A assessora disse que iria tentar resolver e eu disse que isso não era suficiente. Ela acabou cedendo quando falei da diocese e da imprensa local. Poderia ir ao Procon e processar diretamente a empresa, mas e quem não tem condições de pagar advogados, como fica? Isso é um desrespeito!”, desabafa.