O trabalho de conclusão de curso da escola de um aluno de Macaé, no Rio de Janeiro, virou um produto que pode mudar a vida de muita gente: os Óculos Sonar que auxiliam deficientes visuais. 

Estudante de mecatrônica, Flávio Viana tem apenas 17 anos com certeza já mudou a vida de muita gente!  Apaixonado por biologia e por medicina, o jovem começou a pesquisar sobre a dificuldade de locomoção dos deficientes visuais. Unindo seu conhecimento com a vontade de ajudar essas pessoas.

Depois de pesquisar muito e encontrar outras iniciativas similares à sua ideia, o estudante começou seu protótipo. O investimento veio todo de sua família. Flávio usou apenas R$ 80, uma lancheira escolar, equipamentos de mecatrônica e um óculos de segurança para criar o produto. As ferramentas foram todas fornecidas pela própria escola.

Os óculos medem a distância dos objetos por meio da emissão de ondas sonoras. A tecnologia é semelhante aos sonares, utilizados por submarinos e navios, que emitem ondas que se chocam com os objetos à frente e voltam à fonte. Conhecendo a velocidade do som, os óculos calculam a distância entre o emissor e o obstáculo.

A cada 100, 75 e 50 centímetros de espaço entre o usuário e o objeto mais próximo, um “alarme” vibra, avisando o deficiente. A duração do toque aumenta conforme a distância vai diminuindo.

Inicialmente, o intuito era entregar o projeto apenas para finalizar o curso. Entretanto, precisando de alguém para testar o protótipo, ele conheceu a Associação Macaense de Apoio aos Cegos (AMAC). Lá, ele conheceu diversas pessoas interessadas nos “óculos” e fez diversos testes, descobrindo que eles funcionavam.

Segundo Flávio, usando os Óculos Sonar, o deficiente fica mais protegido do que usando a guia, espécie de bengala usada por eles. “Com a guia, a parte superior do corpo não fica protegida, então os óculos podem ajudar com isso”, diz o estudante. Ele afirma também que, apesar de precisar de treinamento, com o tempo o usuário pode até sair sem a guia.

Apesar da importância do projeto, por enquanto só existe um exemplar: o protótipo criado por ele. Flávio tem planos de crescer o negócio, mas primeiro pretende terminar a faculdade. “Estou me dedicando só aos estudos”, afirma.