Wagner da Silva
São Ludgero

Após algumas semanas de discussões, comunidade e prefeitura de São Ludgero chegaram a um consenso quanto o reajuste da taxa de coleta de lixo do município. O aumento havia ficado em 1.100%. Agora, as partes acordaram em manter o reajuste pela metade, ou seja, 50%.

Conforme o diretor de tributos, Gilson Martins, o prefeito Ademir Gesing (PMDB), o Gogo, assinou o ofício onde autoriza a prestadora de serviço Betha Sistemas e efetuar o desconto. As agências bancárias foram contatadas para tratar da possibilidade.

“Ficou definido que o desconto será feito avulso nas agências e demais locais que farão a cobrança do carnê do IPTU. O desconto, no entanto, valerá apenas para a taxa de lixo. As demais cobranças inclusas no carnê continuam a valer com os valores que estão. As datas de pagamento também não estão alteradas”, explica Gilson. Em relação aos contribuintes que já efetuaram o pagamento do carnês, o diretor garante que todos serão reembolsados. Para isso, devem procurar a prefeitura a partir do dia 15 de maio.

O presidente da câmara de vereadores, Benício Warmeling (DEM), considera o debate levantado em torno do aumento da taxa sadio e necessário para o desenvolvimento da cidade. “O ponto mais positivo foi o fato de ter sido possível chegar a um consenso entre prefeitura, vereadores e população. Todos os envolvidos nesta questão estão de parabéns por manter o diálogo”, elogia.

Já o prefeito Gogo, continua um pouco preocupado com a situação, já que o executivo continuará responsável pelo pagamento de parte da coleta de lixo. Por outro lado, ele reconhece que a solução não poderia ter sido mais justa. “Todos saíram satisfeitos. A população pagará menos e a prefeitura diminuirá os custos”, avalia.

Mudança de hábito
O vereador Volnei Weber (PMDB) oferece outra alternativa para o futuro: a reciclagem do lixo. “Todos devem pensar no desenvolvimento do município e na coleta seletiva de lixo. Acredito que este seja o melhor caminho para diminuir o volume e, por fim, baixar ainda mais o custo da coleta. Esse assunto deve ser tratado com maior profundidade e a população deve conscientizar-se dos benefícios que esta mudança de hábito trará para a cidade e para o meio”, considera.