Carolina Carradore
Laguna

Desde que o prefeito Célio Antônio (PT) retirou da pauta da câmara de vereadores de Laguna o projeto de lei que cria uma taxa de compensação ambiental, poderes executivo e legislativo estão em ‘pé de guerra’. Nem o vice-prefeito, Luis Fernando Shiefler Lopes (PP), apoia a decisão de Célio. “Ele nem me avisou de tal atitude. A população cobra uma resposta do prefeito”, afirma.

O projeto passou a ser discutido na câmara em março, por sugestão do próprio Luis Fernando, que na época cobria férias do prefeito. A exemplo de outras cidades como Biguaçu e Duque de Caxias (RJ), a ideia do vice-prefeito era criar uma taxa de compensação ambiental a ser paga pelas prefeituras que utilizam o aterro sanitário de Laguna, ao lado do CTG do Tio Preto, administrado pela empresa Serrana Engenharia Ambiental, Elétrica e Civil.

“É justo que os municípios paguem o passivo ambiental e poderíamos utilizar a verba para projetos de preservação do meio ambiente. Vale lembrar que nenhum centavo sairia do bolso do contribuinte”, enfatiza Luis Fernando. Pelo projeto, cada prefeitura pagaria R$ 20,00 por tonelada de lixo dispensada no aterro.

Sem acordo
O prefeito Célio Antônio (PT) justifica que tomou a decisão para analisar melhor a criação de taxa de lixo às prefeituras. Ele considera que haverá aumento também para o contribuinte. “Assim que estudamos melhor a ideia, o projeto volta para câmara. Só retirei porque sei que seria rejeitado”, argumenta.