Empregadores que supostamente aliciam trabalhadores do Nordeste para trabalharem na construção civil em Criciúma, estão sendo investigados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do município. Oito deles foram encaminhados na tarde desta quarta-feira (25), ao MPT de Criciúma pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), para prestar depoimentos.

O caso de trabalho análogo à escravidão foi descoberto após denúncia na última segunda-feira (23). Nesta tarde foi realizada uma inspeção no alojamento e na obra localizada no bairro Floresta II, em Criciúma.

A procuradora do trabalho, Ana Roberta Tenório Lins Haag, informa que o caso está sendo apurado para constatar se de fato existe trabalho escravo. Segundo a procuradora, os trabalhadores estão na cidade há 40 dias e foram atraídos com a promessa de melhores salários.

“Estão sem remuneração, foram colocados em um alojamento em condições precárias e alimentação de forma inadequada. Vamos buscar pelos empregadores para que paguem o que foi prometido, arquem com as verbas rescisórias e todas as obrigações. Caso não queiram fazer acordo vamos entrar com uma ação civil pública”, destacou.

 

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Fonte: Litoral Sul