Karen Novochadlo
Tubarão

A música é como se fosse o combustível que move a vida do frentista Cristiano Lopes dos Santos. Tímido, o homem de 36 anos aprendeu sozinho a tocar piano e mal consegue interpretar as partituras. Ele toca ‘de ouvido’.

Cristiano mora em Criciúma há sete anos e até hoje não conseguiu viver só de música. “Comecei a tocar piano com 12 anos”, conta. A sua aprendizagem iniciou no Rio de Janeiro, quando passou a observar músicos em restaurantes, teatros e casas de shows. Hoje, pratica em seus horários de folga, três vezes por semana, na Fundação Cultural de Criciúma. Ele já se apresentou em Tubarão, no Museu Willy Zumblick.

Os seus compositores preferidos são Roberto Carlos e Richard Clayderman. Também assiste na internet as performances de alguns artistas. E, sempre autodidata, aprende ao escutar as músicas. “Às vezes, levo três horas para aprender uma música”, revela.

Pensou diversas vezes em comprar um usado piano para praticar, mas o valor o instrumento ainda é alto, em torno de R$ 2 mil. “Já me disseram que tenho um ouvido apurado. Quando você toca de ouvido, dá vida à música”, analisa ele, que já possui um repertório de oito músicas para a gravação de um CD.