Wagner da Silva
Braço do Norte

A estimativa dos suinocultores do Vale do Braço do Norte é que haja melhora no setor nas próximas semanas. O motivo de tanto positivismo está no recente cenário da atividade: os preços começam a tomar patamares mais condizentes em relação ao custo da produção. Há meses, o setor amarga prejuízos significativos e, agora, ao que tudo indica, será uma boa oportunidade de recuperação.

O preço do quilo da carne suína chegou a menos de R$ 1,80, em março deste ano. No início deste mês, porém, o valor do quilo alcançou os R$ 2,00. Já esta semana, a bolsa de suínos também registrou alta. Foram 10% a mais no valor do quilo do animal vivo (R$ 2,20). A expectativa é que a terceira semana de abril inicie com preços ainda melhores.

Outro fator que colabora para o ânimo do setor é o aumento da exportação e do consumo no mercado interno. “O período de eventos diminui nesta época, quando há um aumento no consumo da carne suína. As exportações com boas perspectivas ajudarão na retomada de preço. Mas hoje já há um equilíbrio muito bom”, avalia o presidente regional da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, Adir Engel.

Para ele, a reação no preço do suíno também se deve à falta aparente de animais e à queda no preço dos insumos, caso do milho e da soja. “O produto encalhado já foi comercializado e não há sobras nas granjas. Além disso, o valor da soja e do milho estabilizaram-se em um patamar justo. Assim, o custo de produção iguala-se com a venda e o produtor consegue, pelo menos, não ter prejuízo. A expectativa é que o setor deslanche agora. Mas é bom o suinocultor estar atualizado, acompanhar o mercado para não investir no momento errado”, indica Adir.