Os produtores de suíno da região do vale do Braço do Norte realizam na Praça Padre Roer, em frente a Igreja Matriz uma manifestação. A manifestação teve início às 9h30, desta terça-feira (29). O manifesto ocorre porque os produtores não possuem alternativas para conter o alto custo de produção e a desvalorização do quilo do suíno vivo. Foi distribuída carne suína gratuitamente para a população.

Em Grão-Pará, por exemplo, o chefe do poder Executivo irá utilizar a carne suína no cardápio das escolas municipais. Segundo o governo, a iniciativa será como forma de incentivo. Ele também destacou que a carne suína deverá ser inserida nas cestas básicas para pessoas em vulnerabilidade social. “Essa é uma forma que encontramos de contribuir. O intuito é estimular a procura. De acordo com a lei de oferta e procura a tendência seria a de melhora dos preços”, pontua Hélio Alberto Júnior.

Nesta terça-feira, a Escola Especial da Apae de São Ludgero recebeu aproximadamente 200 quilos de carne suína das mãos de produtores independentes que integram a Associação Catarinense de Criadores de Suíços (ACCS). Segundo o levantamento da ACCS, o prejuízo atual do suinocultor independente passa dos R$ 300 por animal vendido. Hoje, o preço pago pelo quilo do suíno vivo é de R$ 5 e o custo de produção passa dos R$ 8.

Esse cenário desesperador ocorre em meio aos recordes de exportação da carne suína e da lucratividade em ascensão das maiores agroindústrias do Brasil. Somente hoje, segundo os produtores, na ação realizada no centro de Braço do Norte, foram distribuídas 7,5 toneladas de carne à população.

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Com informações da prefeitura de São Ludgero