Representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Autopista Litoral Sul decidiram aprimorar o sistema de controle de velocidade existente na BR-101. Os órgãos optaram pela substituição das lombadas eletrônicas tipo pórtico, instaladas na região da Grande Florianópolis, por radares fixos discretos.

O encontro, no escritório da ANTT em Itapema, também definiu a criação de uma área de restrição de tráfego para a travessia urbana da rodovia entre os municípios de Palhoça e Biguaçu, amplamente sinalizada e com velocidade máxima a ser definida entre 80 ou 90 quilômetros por hora.

A proposta, que partiu do Superintendente Regional da PRF em Santa Catarina, Fabrício Colombo, foi bem recebida pelos dirigentes das outras instituições. A ideia é evitar a mudança brusca de velocidade dos veículos próximos às lombadas, o que provoca o “efeito sanfona”, comportamento que contribui para congestionamentos e ocorrência de colisões traseiras.

O controle de velocidade continuaria a ser realizado por radares discretos do tipo “pardal”, instalados a cada três ou quatro quilômetros, favorecendo a fluidez do trânsito a uma velocidade constante. Os pórticos serão reaproveitados em outros locais da rodovia fora da área urbana, como curvas perigosas nas regiões conhecidas como Morro do Boi, em Balneário Camboriú, e Morro dos Cavalos, em Palhoça.

Outra proposta da PRF que será estudada pela ANTT e Autopista é o aumento da velocidade máxima na BR-101 no trecho concessionado (Palhoça até a divisa com o Paraná), de 100 para 110 km/h. Em alguns meses, a concessionária da rodovia deverá apresentar um estudo completo com os detalhes da mudança e um cronograma para implantação do projeto.

Publicada às 9h48min desta quarta-feira (29/03/17)