Que a pandemia mudou a rotina de todos, é fato. Seja grande, pequena ou individual todos precisaram reinventar ou se adequar a ‘nova realidade’. Por considerarem que os micro e pequenos empreendedores seriam os mais afetados e precisariam de algum suporte, cinco jovens criaram um projeto ‘SOS Encurralados’, para dar suporte.

De acordo com o estudante de economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro do projeto, Isaque Machado, a ideia principal é a de conectar mentores voluntários, a empreendedores que foram desafiados pela conjuntura atual fornecendo a eles, uma jornada de suporte à mentoria com materiais, cases e especialistas em áreas específicas.

Em abril, quando lançado foram quatro jovens que deram o pontapé para o projeto: Isaque Machado, Bruna Suemi Nagai, Diego Ramos e Thaliane Freitas. “Trabalhamos cerca de 600 horas para estruturar o processo e hoje contamos com 27 pessoas dando suporte, além dos mentores. Seja de conteúdo, de dúvidas que são encaminhadas para áreas específicas e uma equipe de marketing”, comemora.

Isaque explica que a mentoria foi desenhada em etapas, inicialmente com a escuta, para focar no entendimento das dores daquele empreendedor. “Após essa escuta, eles trabalham em cima de uma solução de curto prazo, para que o empreendedor consiga ter a tranquilidade e consiga respirar, para poder avançar a próxima etapa, que é a ‘cocriação’ de adaptação do negócio as novas tendências e à maior competitividade”, detalha.

Hoje, com três meses de projeto, foram iniciados mais de 200 processos de mentoria, sendo que cada jornada tem cerca de um mês de duração. O atendimento é para empreendedores de qualquer cidade do Brasil. “Estamos em 13 Estados e temos mentores cadastrados de 17 Estados”, pontua.

Isaque afirma que a meta é alcançar até 31 de agosto 400 empreendedores espalhados por todos os Estados do Brasil trabalhando. “Serão 200 horas de mentoria e posteriormente, conseguir deles, o feedback ou nota mínima de 80% para a jornada”, observa

 

Mentores

Vale ressaltar que o grupo busca cadastrar mentores voluntários também, e não necessitam de capacitação prévia em mentoria. “Forneceremos apoio e treinamento antes e durante o processo”, garante Isaque.

Outro fator importante, é de que essas pessoas estejam cientes que serão desafiadas. “Na maioria das vezes estarão fora de sua zona de conforto, trabalhando com diversos fatores do negócio do empreendedor. Quando estiver desafiado, ele vai poder tirar dúvidas e consultar outros mentores, especialistas em suas áreas”, detalha.

Considerado um ‘pré-requisito’ é ter alguma experiência em alguma área, não importa qual e ter essa inquietação, pois a boa vontade prevalece sobre a técnica nessa jornada. “Quando o desafio técnico surgir, ele poderá consultar especialistas e materiais de apoio”, explica.

 

Sobre a mentoria

Não existe processo seletivo para os empreendedores participarem, é necessário apenas que entre no processo tendo em mente que do outro lado existe um mentor voluntário que precisa de um pouco de dedicação.

“Se ele foi impactado pela crise do Covid-19, ele pode receber a mentoria gratuita. Não precisa de um indicador específico que determine sua entrada na jornada”, expõe Isaque.

O processo de mentoria tem cerca de 6 horas de interação direta entre mentor e empreendedor, nas etapas de escuta e cocriação. “Mas de trabalho efetivo, a jornada pede um pouco mais de tempo de cada um”, avalia Isaque.

Os interessados em participar podem preenchem o formulário de mentor voluntário, ou o formulário de empreendedor no site http://www.sosencurralados.com.br/. “Entraremos em contato o mais rápido possível”, garante.