Os millennials, também chamados de Geração Y, nascidos nas décadas de 1980 e 1990, hoje no Brasil representam 50% da população economicamente ativa e até 2030 se espera que representam 70% desse segmento. Por este motivo, para as empresas é importante considerar como pensam e atuam, porque são os que em maior medida tomaram as decisões de que e como comprar.

Se falamos de veículos, no mundo apenas 15% da Geração Y considera realmente importante ser proprietário de um automóvel. Já no Brasil, com uma cultura e educação diferentes, essa porcentagem sobe para 51%. O 49% restante não tem o veículo entre os primeiros itens das suas prioridades ou nem tem a intenção de comprar um automóvel.

Um carro que requer anualmente o pagamento de impostos e de um seguro, requer também revisões e manutenção periódica não encaixa nos ideais dos millennials: liberdade e viver experiências mais do que se amarar a um bem material.

Neste sentido, vemos o surgimento de muitas novas formas de usar um veículo: alugar (por hora, por dia ou por períodos determinados) ou compartilhar o uso do veículo em trajetos urbanos. E tudo isso de forma instantânea, aproveitando as inovações tecnológicas e ainda promovendo o cuidado do meio ambiente pela menor circulação de veículos. Todos ideais admirados pela Geração Y.

Nesses últimos anos o surgimento desses novos serviços de mobilidade somado com o fato da alta depreciação do valor de um veículo estavam acelerando a tendência de não querer adquirir um automóvel. Porém com a pandemia alguns millennials mudaram de ideia. Alguns, pelo fato de estar trabalhando em Home Office não viram mais a necessidade de ter um carro na garagem, aderindo à tendência mundial de não contar com um carro próprio.

Porém, muitos outros priorizam sua saúde e preferem ter um veículo próprio para não ter que compartilhar espaços com outras pessoas e se ver expostos ao contágio do Coronavírus e suas consequências. Nesse sentido, as estatísticas mostram um importante aumento na compra de veículos, tanto zero quilômetros como carros usados depois dos primeiros meses da pandemia.

O mercado de seguros, intimamente vinculado à venda de veículos, também teve que se adequar à nova situação. Se bem que antes da pandemia já estavam em andamento algumas modificações nos seguros, tanto na cobertura contra todos os riscos como nos seguros parciais; essa situação somente acelerou o desenvolvimento de alternativas que facilitam tanto a contratação como também o uso dos seguros. Tão importantes para o cuidado do patrimônio e também de outras pessoas que possam estar envolvidas em um sinistro.

Apesar de que a maior parte da frota brasileira ainda não conta com um seguro para seus veículos, as divulgações e publicidades neste sentido, fazem com que, cada vez mais, se tome consciência da importância desse serviço, o que promove uma maior competência entre as seguradoras e mais vantagens para os consumidores.

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