Tubarão/Capivari de Baixo

Solidariedade e amor ao próximo. Duas palavras vistas como muito importante na atualidade, dois substantivos que expressam sentimentos fortes, qualidades que fazem total diferença na vida das pessoas, no trabalho, na convivência diária. Esse bem-querer àqueles que necessitam de atenção e respeito se fez presente nesta quarta-feira à noite no curso de culinária ‘Cozinhando com Elis’, na Paróquia de Humaitá, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Tubarão. A iniciativa foi promovida pela Afubra.

Conforme o gerente da Afubra em Tubarão, Patric Marciano Barp, a ação ocorre há alguns anos com parceiros e clientes da loja. “O curso é realizado há algumas edições. Para participar da iniciativa, cobramos como inscrição das pessoas que almejavam integrar o projeto nesta quarta-feira um quilo de alimento não perecível. O intuito era de arrecadar esses alimentos e fazer uma doação para uma instituição de caridade. Escolhemos o Centro de Apoio à Criança e Adolescente (Ceaca), de Capivari de Baixo”, destaca Patrick.

Cerca de 150 pessoas participaram do curso no salão Paroquial da igreja Nossa Senhora de Fátima. A  entrega dos alimentos ocorreu nesta quinta-feira (25), pela manhã para o presidente do Ceaca, o padre José Eduardo Bittencourtt. O Ceaca é uma entidade filantrópica, comunitária, de cunho social, sem fins lucrativos. Atende diariamente cerca de 170 crianças e adolescentes, servindo em média mais de 300 refeições por dia. Conforme a assistente social Rosa Machado Silveira, o objetivo da entidade é desenvolver um trabalho socioeducativo, preventivo e sistemático junto às crianças e aos adolescentes de famílias de baixa renda.

A atividade na instituição teve início em 1998 e atendia apenas 34 crianças. “O Ceaca é o local que sonhamos e que com objetivos sólidos e trabalho duro, vamos atrás de cada um deles para torná-los realidade. Havia em Capivari muitas crianças que vinham pedir dinheiro ou qualquer outra coisa na igreja. E sabemos que dinheiro se transforma tanto em leite, pão, cachaça ou até mesmo em drogas. Com essa urgência pensamos em um lugar para acolhê-los. E por essa necessidade ganhamos um casarão antigo e iniciamos a obra em 1997. Foi com essa necessidade que surgiu o Ceaca”, lembra o padre Eduardo.