Tubarão

Após um repouso de uma semana em Tubarão, os militares do Exército que atuaram nas Olimpíadas voltaram ao Rio de Janeiro para, pelo menos, mais 15 dias de trabalho nas Paralimpíadas. Agora, retornam. O ônibus fretado que saiu ontem da capital carioca deve chegar hoje, segundo as previsões dos familiares.

São 31 soldados da Cidade Azul. Os militares atuaram nas comunidades, conforme treinamento realizado no quartel. Parte do grupo já tem no currículo a participação no projeto de pacificação do complexo de favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que teve repercussão internacional.

O momento mais crítico desde o início dos jogos no Rio de Janeiro foi a execução de um integrante das forças de segurança, o soldado Hélio Vieira Andrade, de Boa Vista (RR), durante uma incursão na Maré.

Da mesma forma que as Olimpíadas, os militares tubaronenses se instalaram próximo ao Complexo Esportivo de Deodoro, na região do Realengo, Zona Oeste.

Militar que mora em Araranguá serve no quartel da Cidade Azul
Foto:
Divulgação/Notisul

Aos 23 anos, Silas Mota Inácio é um dos integrantes da missão que levou segurança para os jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro. Em Tubarão é um dos cerca de 200 soldados, mas com um detalhe: vive entre as cidades de Araranguá, onde mora com os pais, e a Cidade Azul, em uma rotina diária. 

"Na minha infância tinha muita vontade de ser carreteiro devido à profissão do meu pai, mas aos 18 anos comecei a namorar uma moça que tinha um primo que era militar e, com as histórias que a família da minha namorada contava, me alistei. Meus pais me apoiam muito", destaca.

Segundo Silas, a rotina no Exército envolve treinamento físico por pelo menos duas horas na parte da manhã, das 8 às 10 horas. Depois da missão na capital carioca, deve voltar às suas funções. Atua como motorista e ainda na área administrativa e operacional. 

Em relação à família, o contato é facilitado pelas redes sociais. "Em algumas situações, a gente fica com pouco tempo devido à distância das áreas urbanas. Justamente o que mais gosto são as missões reais. Dificuldades existem, mas ser do Exército te faz superar qualquer coisa!", revela.

Nos cinco anos que o jovem está nas Forças Armadas, ele considera proveitoso. “Só penso em ser militar. Não importa se federal ou estadual. Ser militar é o que faço melhor”, argumenta Silas, que deverá prestar concurso público.