Zahyra Mattar
Tubarão

A diretora-geral do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), irmã Enedina Sacheti, e a diretora do Colégio São José, irmã Rita Fambömel, deixarão Tubarão e os seus respectivos cargos, em 28 de janeiro do próximo ano, para assumirem, nesta data, funções de diretoras-presidentas na Sociedade Divina Providência (SDP). “Não estou em processo de divórcio de Tubarão. Apenas iremos nos ver menos”, acalenta irmã Enedina. A notícia de que ela teria aceitado o chamado da congregação não foi bem digerida na cidade.

Para muitos, irmã Enedina é sinônimo de luta pela saúde pública. Há 21 anos à frente do HNSC, a irmã já foi diretora-presidenta da SDP por dez anos. Isto foi antes de vir dirigir o maior hospital em número de leitos no estado. “Quando cheguei, tinha apenas um raio-X. Hoje, somos referência em saúde em Santa Catarina e no Brasil. É esta experiência que levarei para outras instituições do estado, as quais auxiliarei, a partir de janeiro, na administração, reflexão dos valores, além de outros trabalhos”, destaca.

Muito querida e estimada pela comunidade tubaronense e de toda a Amurel, irmã Enedina diz que não se trata de uma transferência definitiva. “É muito raro uma irmã ficar tantos anos à frente de uma instituição. Acho que consegui cumprir minha missão. Agora, vou levar o que aprendi aqui para outras cidades”, explica.
Para o próximo ano, quando não mais estará no HNSC, irmã Enedina avisa que tudo ficará pronto para a sucessora.

“Somente em janeiro, será escolhida quem virá reforçar a equipe de Tubarão. Mas vou deixar tudo pronto. Ano que vem, terminaremos de colocar em prática o Plano Diretor. Falta apenas a reforma da maternidade, do setor oito e o visual externo do prédio. Mas já há recursos”, detalha.
Também a partir de 2009, o HNSC receberá cerca de R$ 178 mil de incentivo do Ministério da Saúde por ser um hospital-escola. “Este recurso vai dar uma aliviada no caixa, que vive no vermelho. Tudo será investido no pagamento de equipes médicas”, informa.