#PraCegoVer Na foto, o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da Zika e da chikungunya
- Foto ilustrativa

A vigilância em Saúde de Imbituba confirmou a ocorrência de novos focos do mosquitos Aedes aegypti no município. Agora há 23 pontos de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A cidade é uma das consideradas infestadas pelo mosquito no Sul de Santa Catarina. As outras são Araranguá, Sombrio e Passo de Torres. No Estado, no total, 110 municípios estão infestados pelo vetor. Desde o ano passado, as campanhas de prevenção foram ampliadas em Imbituba. Mas com os números crescentes, a Prefeitura precisará pensar em novas estratégias para evitar que o problema não avance de nível e a cidade seja considerada com epidemia, como já ocorre em 21 cidades do Oeste: Maravilha, Seara, Concórdia, Iporã do Oeste, Itá, Xanxerê, Abelardo Luz, Romelândia, Mondaí, Belmonte, Coronel Freitas, Guaraciaba, São José do Cedro, Caibi, Palmitos, Ascurra, Caxambu do Sul, Tunápolis, Flor do Sertão, Santa Helena e Peritiba.

As autoridades em saúde alertam desde janeiro que existe a possibilidade de que todas as regiões do Estado vivam um período de epidemia ou surto da doença. Conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde, há 25.971 focos do mosquito Aedes aegypti em 210 municípios catarinenses. Na Amurel, além de Imbituba, foram conformados oito focos em São Ludgero, dois em Garopaba e um em Gravatal. Ainda segundo dados da Dive, foram notificados 22.561 casos de dengue em Santa Catarina até o último dia 2. Desses, 9.422 foram confirmados, 70 foram inconclusivos, 4.540 foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue, e 8.529 estão em investigação pelos municípios.

Do total de registros confirmados, em 89 casos a doença apresenta sintomas com sinais de alarme e outros 10 pacientes desenvolveram a forma mais grave da doença. Na região, duas pessoas ficaram doentes: uma em Içara e outra em Orleans. Ambas se recuperaram. Até o momento foram notificados 17 óbitos em decorrência da doença. Deste total, oito foram confirmados e nove permanecem em investigação. O número já supera o registrado em todo 2021, quando Santa Catarina teve sete mortes por dengue – os registros foram nos municípios de Joinville (05), Camboriú (01) e Florianópolis (01). A primeira morte deste ano ocorreu em Criciúma, no dia 28 de janeiro. Este foi o único falecimento onde a doença foi transmitida em outro Estado. Todos os outros casos são autóctones, ou seja, os pacientes contraíram dengue em solo catarinense:

  • Criciúma
    Homem de 40 anos – caso importando
  • Brusque
    Homem de 81 anos – caso autóctone
  • Caibi
    Homem de 72 anos – caso autóctone
  • Chapecó
    Mulher de 86 anos – caso autóctone
    Homem de 73 anos – caso autóctone
  • Itá
    Homem de 72 anos – caso autóctone
  • Romelândia
    Homem de 61 anos – caso autóctone
  • Xanxerê
    Homem de 51 anos – caso autóctone

A melhor estratégia continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água. Períodos chuvosos atrelados ao calor, exatamente as condições climáticas de agora no Estado, são favoráveis à proliferação do mosquito. “Manter os cuidados básicos, ou seja, eliminar os locais que possam acumular água ainda é a melhor maneira de prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Descartar corretamente o lixo, manter piscinas e calhas limpas, não acumular entulho, são atitudes que precisam virar rotina. Não esquecer também os objetos maiores, como as caixas d’água, que precisam ser tampadas”, relembra Ivânia Folster, gerente de zoonoses da Dive.

Casos de chikungunya aumentam 38% em Santa Catarina
Até o último dia 2, a Dive recebeu a notificação de 237 casos de chikungunya em Santa Catarina. Desses, dois foram confirmados e ambos são de catarinenses que contraíram a doença em outros lugares    um morador de Blumenau que estava em Minas Gerais e outro de Florianópolis, que retornou do Amazonas. Dos outros registros, 159 foram descartados e 76 permanecem em investigação. Em comparação com o mesmo período de 2021, quando foram notificados 172 casos de chikungunya, há um aumento de 38% nas notificações da doença neste ano. Em relação ao zika vírus, o número de doentes subiu 8% em relação ao ano passado. Até o dia 2 deste abril, a Dive confirmou a notificação de 40 casos da doença. Desses, 30 foram descartados e 10 permanecem como suspeitos.

Informações: Prefeitura de Imbituba e Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Estado da Saúde
Texto: Zahyra Mattar | Notisul

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