Eliane tem uma certidão de nascimento onde consta o nome de sua mãe biológica, mas ela não consegue encontrar ninguém que saiba o paradeiro da mulher.
Eliane tem uma certidão de nascimento onde consta o nome de sua mãe biológica, mas ela não consegue encontrar ninguém que saiba o paradeiro da mulher. "Só quero saber quem é. Ter a chance de saber de onde vim", suspira a agricultora.

Zahyra Mattar
São Martinho

"Não lembro de nada. Minha mãe de criação também não sabe muita coisa. Só conta que chorei muito no dia em que fui entregue para ela". Para ouvir a agricultora Eliane de Godoy Pereira, 28 anos, contar sobre a sua vida só com lencinho do lado. A vontade de encontrar a sua família biológica é imensa.
Não há reclamações dos pais adotivos, mas crescer sem saber por que não está com os irmãos de sangue é complicado até mesmo de explicar.

Eliane foi entregue para outra família quando tinha 4 anos. Casada e mamãe de um casal, Eliane mora em Rio Gabiroba, no interior de São Martinho. Lá, cresceu e mora até hoje.
Apesar de nunca ter faltado nada, ela não consegue deixar de pensar em como seria conhecer sua 'mãe de verdade'. "Acredito que mereço saber a verdade, mas meus pais adotivos não falam muito, evitam o assunto. Eu entendo, mas há aquele vazio", suspira.

A agricultora revela também que sua família biológica contou apenas que a sua mãe morava em Tubarão na época, e que tinha outros dois filhos mais velhos.
Eliane tem uma certidão de nascimento onde consta o nome de sua mãe biológica, Rosimara de Godoy Pereira. Os avós são Pedro Antônio Pereira e Natalia de Godoy Pereira.

Apesar de ter os nomes, Eliane não consegue encontrar ninguém que possa dar uma pista do paradeiro de sua mãe. Ainda conforme o documento, ela nasceu em Tubarão, em 7 de abril de 1985, ainda que o registro tenha sido feito somente em 29 de julho de 1987.
Qualquer ajuda é bem-vinda. Quem souber de alguém com o mesmo sobrenome, ou conheça uma família que se encaixe no perfil, pode entrar em contato com Eliane por meio do telefone 9117-4864.