Wagner da Silva
Braço do Norte

O problema de saneamento básico no bairro União, em Braço do Norte, está próximo de uma solução. A prefeitura recebeu a aprovação do Ministério Público (MP) quanto a prorrogação do prazo de 20 dias para se manifestar sobre a situação. Conforme a assessora jurídica Samyra Oenning, a administração ainda formula sua resposta.

Mas até que isso ocorra, cerca de 70 moradores vivem em uma situação incômoda. Buracos, alagamentos na estrada, esgoto a céu aberto, mau cheiro. Isto somente para apontar alguns dos transtornos. “Semana passada uma máquina esteve no local, mas só para retirada dois tubos. Nem um reparo na rua foi feito”, reclama o morador José Wilmar Padilha.

Na última semana, na sessão da câmara, os vereadores discutiram sobre a gestão compartilhada entre prefeitura e Casan. Uma audiência pública para debater o assunto deverá ser feita. “A maioria da população não sabe a quem recorrer quando há um problema relativo a esgoto, água, saneamento. A audiência servirá para que tanto a prefeitura quanto a Casan assumam suas responsabilidades e acabem de vez com este jugo de empurra”, defende o vereador Salésio Meurer (PSDB).

Municipalização não é descartada
Com o impasse criado em torno da gestão compartilhada entre prefeitura e Casan para os serviços de água e esgoto em Braço do Norte, um estudo para municipalizar o setor está em andamento.

Apesar da garantia da Casan, em investimento de R$ 24 milhões em obras de saneamento básico, a ideia do prefeito Evanísio Uliano (PP), o Vânio, é implantar o Sistema Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), a exemplo do que existe em São Ludgero e Orleans. As promessas não cumpridas e a falta de ação são preocupantes. “São 25 anos de promessas. Do jeito que está não dá para ficar”, considera Vânio.