A área do antigo CTG Estância do Vale foi escolhida pela equipe de engenheiros da Casan para a construção a estação de tratamento de esgoto de Braço do Norte.
A área do antigo CTG Estância do Vale foi escolhida pela equipe de engenheiros da Casan para a construção a estação de tratamento de esgoto de Braço do Norte.

Wagner da Silva
Braço do Norte

A implantação do sistema de esgoto de Braço do Norte poderá ser iniciada ainda este ano, mas dependerá de contrapartida do município. Através da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a Casan receberá R$ 240 milhões. O valor beneficiará duas bacias hidrográficas do estado.

No sul, cinco municípios serão contemplados – Garopaba, Laguna (que recebeu R$ 28 milhões), Capivari de Baixo, Imbituba e Braço do Norte – tiveram os planos de saneamento aprovados. Em Braço do Norte, o projeto foi concluído há dois anos e atenderá a todos os bairros. A previsão é investir aproximadamente R$ 24 milhões.
No último ano, gestores dos dois órgãos executivos avaliaram três possibilidades. Os terrenos poderiam receber a estação de tratamento, porém, não houve acordo para aquisição.

A compra da área permanece indefinida. “A tentativa foi de adiantar o processo de instalação de esgoto sanitário. Nós aprovamos uma área, considerada ideal, mas a prefeitura não fez a aquisição. Falta entendimento entre os diretores dos dois órgãos para delegar quem terá a responsabilidade da aquisição do terreno”, informa o agente regional da Casan, Ivan Azevedo.

O agente garante que não ocorrerão problemas como os vividos por moradores do bairro União, afetados pela obstrução da tubulação. “Temos uma grande quantidade de ligações de água, estamos com cerca de 5,5 mil metros de tubos estocados, mas precisamos superar este problema”, explica.

Municipalização do serviço é cogitada

Apesar da notícia positiva, o prefeito de Braço do Norte, Evanísio Uliano (PP), o Vânio, alerta que a responsabilidade de implantação é toda da Casan, já que a gestão do sistema de água e esgoto é compartilhada. Ele afirma que a prefeitura não possui recursos para isto e indaga sobre o período em que a estatal atua no município.

“Não temos valores para comprar a área. Além disso, a compra deve ser feita pela Casan, que atua no município há mais de 25 anos e ainda não contemplou a população com este serviço”, argumenta.

Com a disponibilidade de recursos do governo federal, Vânio acredita na possibilidade de municipilização do serviço. “Os municípios que optaram pelos Samae estão muito adiantados na questão abastecimento e coleta. Todo o dinheiro é investido na rede e a população valoriza”, analisa.